A retomada do ano escolar costuma gerar alguns “dilemas” para nós, mães, não é mesmo?! Esses dias atrás me peguei aflita pensando na possibilidade de mudarem as turmas na escola e separarem a Luisa das suas melhores amigas.

Fiquei então refletindo: devemos fazer ou não fazer questão de que nossos filhos caiam sempre com seus amigos na sala de aula?

Eu estava bem preocupada, queria que ela caísse junto especialmente com uma, que é a amiga preferida dela. Para vocês terem uma ideia, cheguei até a ligar para a direção da escola para ver se conseguia isso.

Mas daí, conversando com a própria Luisa, percebi que ela não fazia muita questão... Falou: “tudo bem, mãe, faço outros amigos”.

Fiquei mais aliviada a partir daí e até cheguei a ligar novamente na diretoria e falar: “não se preocupem com o que pedi anteriormente, coloquem a Luisa na sala que acharem que devem colocar”.

Mas, no fim, a Luisa e a amiga acabaram caindo na mesma sala mesmo. Ela ficou bem feliz e tal... Porém, vi que, se não tivesse sido dessa forma, não seria para ela “um bicho de sete cabeças”.... Percebi, aliás, que esta era mais uma preocupação minha do que dela!

E vocês, já passaram por isso? O que pensam do assunto?

Olhando para tudo com calma agora, formei minha opinião: acho que, apesar da gente ficar com insegurança, querendo sempre que nossos filhos “estejam rodeados de amigos próximos” na sala de aula, a melhor coisa é “deixar rolar”, confiar nas decisões da escola e saber que, do jeito que tiver que ser, eles se adaptarão!

E se for o caso de caírem separados dos amigos mais próximos, melhor ainda: eles terão um empurrãozinho a mais para fazerem novas amizades, se soltarão mais, acredito até que poderão se tornar cada vez mais sociáveis!

Porque tem muita criança que fica “muito ligada apenas a um único amiguinho” e acho que isso, dependendo do caso, pode interferir lá na frente... Pode ocasionar uma grande timidez, uma dificuldade maior em se relacionar nas diferentes fases da vida. (Claro que isto não é uma regra, acredito ser apenas uma possibilidade!).

Enfim, agora acredito que a mudança de turma seja benéfica para o desenvolvimento pessoal e social da criança! Mas, vale destacar, nem todas as crianças são iguais! Há as que se adaptam bem a qualquer situação, as mais extrovertidas e, para essas, geralmente é fácil estabelecer novas amizades.

Porém, existem também algumas que estão, de fato, muito ligadas a um ou mais colegas já há vários anos... E dependendo da personalidade dessas crianças, a separação pode ser “sofrida”, pode deixá-las um tanto “deslocadas” e até desanimadas com a escola.


Acho que o mais importante de tudo é não nos desesperarmos com antecedência (como fiz no caso da Luisa) e, antes de tirar qualquer conclusão, conversarmos com nossos filhos! Iniciando este diálogo, eles perceberão que podem confiar em nós para tratar deste assunto... E, às vezes, a conclusão pode ser exatamente como esta que tive com a minha filha: eu estava sofrendo por antecedência, mas ela não. Ela estava superdisposta a fazer novas amizades!


Hoje vim escrever sobre algo “um pouco diferente”... Sempre falo aqui diretamente com as mães e, claro, esta é, desde o início, a proposta do blog... Mas, por que não falar também com e sobre as mulheres que não desejam ser mães?!

Tenho sentido esta necessidade há algum tempo, pois tenho muitas amigas e conhecidas que declaram não quererem ser mães ou ainda, que não se sentem preparadas para isso (e dizem que não sabem se um dia se sentirão)!

Quem me conhece sabe o quanto amo ser mãe (não por acaso criei esse blog) e, para quem me pergunta, sempre digo o quanto vale a pena! Mas acho também que, muitas vezes, é importante difundirmos um olhar mais realista a respeito da maternidade...

Sou e sempre fui uma pessoa impulsiva, que decide por uma coisa e vai atrás, sem se importar muito com os conselhos dos outros... E não foi diferente quando decidi ter filhos. Digo isso sem medo de ser julgada, pois esta é a minha verdade – o que não me faz ser uma mãe “melhor” ou “pior” do que nenhuma outra!

Se eu me arrependo?! Claro que não! Mas, por outro lado, me identifico muito com mulheres que hoje, perto dos 40 anos, por exemplo, estão pensando ainda em ter um filho (ou não)...

Acho que, se hoje, com a idade que estou, eu ainda não tivesse filhos, eu estaria, a partir de agora, pensando em ter... Sem pressa, sem cobrança, no meu tempo!

E se você está se perguntando “por que?”, respondo que: a maternidade é uma experiência maravilhosa, mas que é uma “escolha sem volta” e que, naturalmente, tem suas consequências.

Eu amava sair, viajar, me divertir, não ter compromisso com hora etc. E a partir do momento que temos um filho, tudo muda. Claro, não precisamos e nem devemos deixar de fazer as coisas que a gente gosta, mas é fato que as prioridades passam a ser outras, e uma mudança no nosso estilo de vida, na nossa rotina etc. se faz necessária!

Mas trouxe essa reflexão para quê?! Para dizer que a sociedade precisa respeitar mais as mulheres que falam que não querem ser mães!

Vivemos numa sociedade cheia de “cobranças”: quando estamos solteiras, as pessoas perguntam o tempo todo “quando vamos arrumar um namorado”; quando começamos a namorar, perguntam “quando vão casar?”; e depois que casamos, “quando vão ter filhos? Já está na hora”...

Muita gente ainda acha que a vida da mulher deve ser programada de acordo com a idade dela e que aquelas mulheres que não são casadas e/ou não têm filhos “não estão em seu pleno juízo”. Esse discurso é muito chato e deveria “estar ultrapassado”, mas, infelizmente, ainda é uma realidade...

Então, quis trazer essa reflexão para dizer que “AMO SER MÃE” e que exatamente por isso escolhi ter um blog falando sobre o universo infantil e das mães... Porém, entendo perfeitamente e respeito as mulheres que simplesmente não desejam ter filhos! Afinal, o mundo que quero deixar para os meus filhos é um mundo de mais compreensão e respeito pelo próximo!


As férias escolares estão prestes a chegar ao fim e nós, pais, naturalmente já começamos a pensar numa lista de tarefas que envolvem a volta às aulas: material escolar, uniforme etc. Mas e a alimentação?

Este, sem dúvidas, é um ponto que também exige nossa atenção, afinal, sabemos que os produtos vendidos na cantina da escola nem sempre possuem os nutrientes necessários para uma alimentação equilibrada e saudável. Por isso, fazermos os pequenos já levarem o lanche já de casa é sempre a melhor opção... Assim sabemos exatamente o que eles estarão comendo!

Pensando nisso, hoje resolvi trazer dicas de profissionais nutricionistas apontando o que não deve faltar na composição da lancheira da criançada. Confira quais são os grupos de alimentos-chave:

Alimentos reguladores: são fontes de vitaminas e fibras, como as frutas e os vegetais. Estes alimentos possuem nutrientes importantes e poucas calorias e, quando consumidos regularmente, promovem a boa saúde. O indicado, de acordo com os nutricionistas, são pelo menos cinco porções deste grupo ao dia.

Alimentos energéticos: são os alimentos fontes de carboidratos, que fornecem energia diária para a criança brincar e estudar. São compostos de fibras e minerais. Exemplos são os cereais e os alimentos feitos à base deles, como os pães. Porém, vale lembrar, são preferíveis as versões caseiras compostas de cereais integrais, que possuem fibras e nutrientes importantes para o organismo e ainda são livres de aditivos alimentares.

A dica da nutricionista Aline Yukari, do Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (Cejam), é fazer os lanches em casa com produtos integrais. “Se não for possível, atenção ao rótulo dos industrializados, para evitar excessos de açúcares, sódio, aditivos e gorduras, como a gordura vegetal hidrogenada e o óleo de palma”, diz.

Alimentos construtores: são os que ajudam no crescimento e desenvolvimento da criança, pois fornecem principalmente proteínas, ferro e cálcio. Na hora do lanche, de acordo com a nutricionista, é importante focar nos construtores fontes de cálcio, como leite, iogurtes e queijos, que também contêm zinco e proteínas.

Vale lembrar que o refrigerante deve ser evitado, pois contém excesso de açúcar e possui compostos que são prejudiciais à saúde, como os corantes (caramelo IV). “Mesmo as versões lights não são recomendadas, pois substituem o açúcar por adoçante, indicado apenas em casos de diabetes”, destaca a nutricionista Rosangela Augusto.

O mesmo cuidado vale para os salgadinhos, biscoitos recheados, bolos industrializados e achocolatados, que são ricos em açúcar e gordura e contêm alto teor de sódio.

“A energia fornecida pelos lanches intermediários deve estar em torno de 5% a 15% do total de energia que a criança precisa consumir ao dia, variando em torno de 100 Kcal a 300 Kcal, dependendo da idade. O consumo de um achocolatado de caixinha mais uma porção de bolinho industrializado pode chegar a mais de 400 Kcal, ou seja, cerca de três vezes superior ao que é recomendado para os pequenos”, afirma Rosangela Augusto.

Uma dica legal é substituir os salgadinhos industrializados por sanduíches feitos em casa ou chips de vegetais caseiros e assados.

Além disso, outro ponto fundamental é estimular a hidratação! Por isso, a dica é mandar sempre com as crianças uma garrafinha de água!

Sugestões de composições de lancheiras

As nutricionistas Aline Yukari e Rosangela Augusto criaram quatro sugestões de lancheiras saudáveis:

- Opção 1: leite com chocolate (adicionar ao leite fluído uma colher de chá rasa, 3 g, de chocolate 50% cacau); biscoito caseiro de aveia; pêssego.

- Opção 2: iogurte natural batido com leite e ameixa seca; minibolo caseiro de maçã com uva passa e aveia sem açúcar.

- Opção 3: flan caseiro feito com iogurte, leite e morangos; kiwi; chips de mandioquinha caseira assado.

- Opção 4: suco natural de laranja com cenoura; minipão francês com queijo branco.

Espero que tenham gostado das dicas! É sempre bom ter opções para variarmos a alimentação saudável das crianças... Assim elas não enjoam e se acostumam cada vez mais a comer bem!


Nas férias, fico sempre em busca de fazer atividades gostosas com as crianças, mas temos também que ter um momento para fazer algo que a gente queira, né?

Estava muito afim de assistir “Extraordinário” e “Fala Sério, Mãe” no cinema e aproveitei para fazer isso... Levei as crianças comigo e foi bacana porque elas também gostaram dos filmes!

Para quem ainda não foi assistir, indico os dois! O filme “Extraordinário”, como vocês devem saber, coloca em pauta um tema superimportante, o bullying. Mas, mais do que isso: mostra que apesar de algumas pessoas dizerem que esse termo é “modinha dos dias atuais”, a verdade é que o bullying sempre existiu, mas não era tratado com a devida seriedade.

O filme conta a história de Auggie, um garoto de 10 anos, que tem uma deformidade facial e está prestes a começar na escola pela primeira vez. Antes, ele era ensinado em casa pela mãe.

Para mim, um ponto bem positivo do filme é a linguagem simples, em que quase tudo é narrado pelo ponto de vista de Auggie.

O bullying né abordado no ambiente escolar e o filme mostra, inclusive, que a criança que pratica esses atos também costuma ter problemas emocionais. Mas tudo isso é apresentado de forma leve, embora o contexto geral seja sério e emocionante.

Digo emocionante porque “senti a dor e alegria daquela mãe”... E, para mim, o melhor momento do filme foi quando o menino trouxe pela primeira vez um amigo para sua casa... Pude sentir exatamente tudo que aquela mãe sentiu!

“Fala sério, mãe!”
Poderia ser somente um filme brasileiro de comédia “clichê”, mas acho que o filme vai um pouco além e cumpre bem seu papel de divertir sem ser tão profundo.

No filme, Ângela Cristina (Ingrid Guimarães) é uma mãe de primeira-viagem, que se dá conta de que a maternidade não é totalmente um conto de fadas.

Com um tom bem-humorado (marca registrada, inclusive, da atriz e dos papéis que ela faz), o filme é repleto de situações engraçadas, que geram identificação no espectador. Trata da relação de amizade entre mãe e filha com um pouco de drama e comédia.

Acho um bom filme para nós, mães, até para pensarmos “de forma leve” sobre os desafios que vêm por aí relacionados à maternidade, mas, sobretudo, para relaxarmos e rirmos um pouco!

Tem um momento do filme que fala sobre virgindade, relação... Sei que nesta hora “fiquei sem respirar”, só esperando a pergunta da Luisa (que ainda nem tem ideia destas coisas)... Mas, ainda bem, ela não perguntou nada, passou batido! 

Enfim, é um filme para crianças de 10 anos mesmo, mas ela amoooou e quer assistir novamente até! (Mas nem vou levar porque tenho medo da pergunta rsrsrsrs).

E vocês, já assistiram esses filmes? O que acharam?


Tem novidade para as crianças no Shopping Piracicaba! Elas poderão encarar uma verdadeira aventura no Circuito Sobre Redes, atração que permite aos pequenos circularem em uma estrutura feita de telas coloridas suspensas e que estará na Praça de Eventos Sul a partir de sábado (13 de janeiro), até 25 de fevereiro.

A atração reúne diversão e atividade física do início ao fim, e é indicada para crianças a partir de quatro anos e menores de 1,40 metros.

A estrutura do circuito tem área de 250 metros quadrados e é composta por seis módulos, que são espaços de interação, interligados por pontes de redes que oferecem uma experiência lúdica e sensorial para os pequenos.

Na atração, os pequenos podem ainda aproveitar um playground com cama elástica, piscina de bolinhas e escorregadores, além de mesinhas com desenhos para colorir, basquete e Kid Riden, um brinquedo interativo com estrutura que se movimenta.

Para brincar no Circuito Sobre Redes, o valor é R$ 20 para 15 minutos e R$ 1 o minuto adicional. O funcionamento é diário, das 10 às 22 horas.



Com certeza vou levar as crianças para se divertirem! E vocês?!




Falar sobre sexo com nossos filhos é uma dificuldade para nós, pais, né? Não sabemos exatamente em que momento devemos e, muito menos, como fazer isso!

Confesso, aliás, que detesto pensar no momento em que terei que explicar qualquer coisa neste sentido para meus filhos... Porque não sou “de rodeios”, sou muito sincera e reta em tudo, então tenho até medo da explicação que virá à minha cabeça. Mas, até o momento, a Luisa nunca me perguntou nada.

Resolvi pesquisar um pouco sobre o assunto, procurando, inclusive, respostas para minhas dúvidas e é isso que hoje compartilho com vocês! Lembrando, é claro, que este é “um papo de mãe para mãe”, pois não sou uma especialista.

A melhor resposta talvez seja “deixar que as coisas aconteçam naturalmente”. Não temos que determinar uma idade e chamar nosso(a) filho(a) num canto e começar a falar sobre o assunto, mas devemos estar preparados...

“Abordar o tema sexualidade, torna-se cada vez mais importante, já que temos um mundo cada vez mais desvirtuado. As imagens que invadem através da internet, a má e maldosa divulgação e o erotismo exacerbado exigem dos pais mais atenção e preparo. Em todas as etapas do desenvolvimento, a sexualidade é vivenciada para o próprio amadurecimento do indivíduo”, comenta a psicóloga e neuropsicóloga Alessandra Netti.

A partir dos quatro ou cinco anos, a criança inicia a famosa fase dos “por quês”. E nesta fase é importante que a gente forneça as respostas que elas buscam – é claro que usando uma linguagem adequada.

Mas e se a pergunta é relacionada a sexo?! Não existe uma “fórmula de sucesso”, mas é importante que os pais continuem se mostrando disponíveis e não ignorem os questionamentos da criança...

Dessa forma, sem apressar o ritmo da criança, nós podemos, aos poucos, explicar aspectos que possam ajudar na compreensão sobre o nascimento e a gravidez, por exemplo. Mas isso, é claro, não deve ser feito “de forma técnica”... Não existe a necessidade de explicarmos simplesmente “tudo” para ela.

Diferentemente do que muita gente pensa, é bom evitar explicações fantasiosas como, por exemplo, a história da cegonha. Mas a alusão a “uma sementinha que passa do órgão sexual do pai para o da mãe”, por exemplo, pode ser usada.

É interessante ainda falar o nome correto dos membros do corpo humano, se a criança questionar. Afinal, os pensamentos nesta idade são fantasiosos e, quanto mais “mágicos” parecerem os nomes e as histórias contadas, mais interesse a criança terá nisso. Por isso, o importante é tratar tudo da forma mais natural possível.

Em alguma fase, a criança pode começar a tocar e manipular os órgãos genitais, o que naturalmente nós deixará constrangidos.... Mas, neste momento, não é adequado oprimir e proibir o comportamento (o que o estimularia mais ainda!)... Mas, sim, falar com calma e naturalidade que “não é comum as pessoas fazerem isso na frente dos outros”, por exemplo.

Alessandra Netti cita ainda a fala de Hain Grunspun: “é sabido que as sensações sexuais humanas estão presentes precocemente nas várias etapas do desenvolvimento de nossas crianças. A denominação de sexualidade para estas sensações corporais deve ser compreendida, no início da vida dos nossos filhos, desligada da genitalidade”.

“Isso é muito importante, pois muitos pais se assustam ao verem as crianças se tocando, mas para elas isso não tem a mesma conotação que tem para o adulto. Por isso temos sempre que agir com naturalidade e afeto”, destaca Alessandra.

O sexo oposto

Por volta dos 8 anos, a criança passar a ter uma curiosidade maior sobre o sexo oposto. Neste momento os pais podem conversar mais com os filhos sobre a diferença entre homens e a mulheres, as características de meninos e meninas. E, então, essa conversa pode fluir no sentido de indicar que os órgãos masculinos e femininos são usados para gerar os bebês.

Vale destacar que essas identificações construídas ajudam no entendimento das características masculinas e femininas e se entendem até os 11 anos (ou seja, uma fase de preparação para ingressar na pré-adolescência e, portanto, início da puberdade).

O diálogo


Quanto mais chegam perto da adolescência, mais os filhos tendem a terem vergonha de falar sobre o assunto com os pais. E, muitas vezes, os pais acabam então “deixando o assunto pra lá”.

Mas o que devemos fazer é o contrário... É muito importante dar espaço para o pré-adolescente, estimular o diálogo – sem ser invasivo, mas no sentido de passar confiança e segurança.

Como fazer isso?! Cada família encontrará sua maneira, pois não existem regras... O fundamental é lembrarmos que a educação sexual deve partir dos pais, ou seja, é uma responsabilidade nossa.

“Cabe aos pais compreender a sexualidade e não temê-la para que possam orientar e auxiliar amorosamente seus filhos”, finaliza Alessandra.

Não devemos ter este assunto como um tabu. É normal nos sentirmos constrangidos, termos dúvidas de como abordar o tema... Mas o primeiro passo é termos essa consciência de que precisamos falar sobre, abrirmos nossa cabeça e nos informamos da melhor maneira.



Abordei recentemente aqui no blog os benefícios dos animais de estimação na vida das crianças. Foi a partir daí que senti a necessidade também de falar um pouco sobre a equoterapia, que tem um papel essencial na vida de muitas pessoas.

A equoterapia utiliza-se do cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar com o objetivo de promover o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas portadoras de necessidades especiais, podendo ser elas adultos ou crianças.

Ministrada por profissionais de diferentes áreas, a equoterapia aproveita-se de todas as qualidades do cavalo a fim de tratar ou melhorar problemas de saúde (tanto emocionais e intelectuais como físicos). Trata-se de uma terapia complementar (ou seja, que se soma aos tratamentos tradicionais) com benefícios já comprovados em muitos estudos.

Com a equoterapia, crianças e adultos portadores de necessidades especiais conseguem conquistar:

- Melhorias no desenvolvimento das habilidades motoras;

- Melhora da tonicidade muscular;

- Melhora na postura;

- Melhora comportamental (especialmente no caso de crianças com paralisia cerebral, paraplégicos ou pessoas com dificuldades sensoriais).

Mas, claro, esses são apenas alguns dos benefícios dessa prática incrível.

E talvez você esteja se perguntando: “mas como a equoterapia tem todo esse ‘poder’?”.

É interessante saber que a prática baseia-se em alguns princípios curativos, que se devem exatamente às particularidades dos cavalos:

- Como a temperatura do cavalo é geralmente maior do que a do ser humano, isso faz com que calor seja gerado, fazendo com que os músculos do cavaleiro relaxem. Sendo assim a equoterapia uma prática bastante indicada para pessoas com problemas na musculatura.

- Outro ponto muito interessante é que o paciente que anda a cavalo, estando montado nele, vê o mundo de “outra perspectiva”, sente-se “maior”, mais confiante... O que é muito importante no caso de crianças e adultos com baixa autoestima e também para pessoas cadeirantes.

- Através do caminhar do cavalo, com a transmissão de impulsos rítmicos, o paciente pode ter melhoras significativas em sua coordenação e equilíbrio corporal, fortalecendo a massa muscular e relaxando o corpo.

As principais indicações da equoterapia

Levando em conta os importantes benefícios que oferece, a equoterapia pode ser usada como um tratamento complementar em muitos casos:

- Para pessoas que sofrem de transtornos emocionais;

- Para crianças com dificuldades de aprendizagem, hiperatividade, desmotivação etc.;

- Para crianças ou adultos com síndrome de Down ou autismo;

- Para pessoas com paralisia cerebral, esclerose múltipla;

- Para pessoas com transtornos mentais e psiquiátricos, com retardo psicomotor, deficiência auditiva e sensorial ou com doenças neurodegenerativa.

Enfim, é maravilhoso pensar como o cavalo pode melhorar significativamente a qualidade de vida de crianças e adultos, né?

Acho que o que é bom deve ser compartilhado e, por isso, há um bom tempo eu queria trazer este tema ao blog!





Você possivelmente já passou por esta situação: acaba de dar o remédio para a criança e, segundos depois, ela vomita. Nessas horas é normal que nos preocupemos e fiquemos sem saber o que fazer! Afinal, será que a medicação já fez algum efeito? Será que tenho que repetir a dose?

Sabendo que este é um dilema comum entre muitos pais, quis pesquisar sobre o tema e compartilho agora com vocês o que descobri:

- Caso a criança vomite imediatamente o remédio ou tenha se passado menos de 15 minutos da administração do mesmo, provavelmente a dose inteira precise ser dada novamente.

- Se já tiverem se passado de 15 a 30 minutos, o mais recomendado é repetir somente metade da dose.

- Se já tiverem se passado entre 30 e 60 minutos, a dose provavelmente não precisa ser repetida. Mas, neste caso, pode-se “adiantar” a próxima administração do remédio, para entre 4 e 6 horas depois da primeira dose.

- Se a criança vomita depois de uma hora da administração do remédio, o medicamento já foi digerido pelo organismo, assim, não se tem a necessidade de repetir a dose.

Vale destacar, porém, que essas são orientações gerais, e que cada caso é único... Por isso, o mais recomendado mesmo é sempre consultar o pediatra de sua confiança, se possível, e seguir exatamente o que ele passar. (Em tempos de whatsapp, não é tão difícil fazer este tipo de “consulta”, né?).





O processo de introdução alimentar, que começa a partir dos seis meses de idade da criança, é uma fase que permite que os pais comecem a observar a relação que a criança tem com a comida.

É esperado que, com o passar do tempo, a criança comece a ter preferência em relação a determinados tipos de alimento, demonstre aos poucos do que gosta e do que não gosta etc. E tudo isso geralmente é normal.... Mas é, também, momento de avaliar se a recusa por determinados alimentos é totalmente aceitável ou se o caso precisa de ajuda de especialistas por poder estar associada à fobia alimentar infantil.

A nutricionista comportamental Ariane Bomgosto comenta que, desde que entra em contato com os primeiros alimentos, a criança já pode apresentar algum tipo de fobia alimentar. “A fobia alimentar é o medo de experimentar alimentos e tem sido um assunto que assombra a vida de alguns pais”, explica.

Quais são os sinais?

Claro que isso não deve ser motivo de desespero e os pais devem saber que nem toda recusa significa necessariamente “um problema grave”!

Mas, de acordo com a nutricionista, os pais devem ficar atentos aos comportamentos da criança, observando as suas reações frente à comida, e, se for o caso, identificando alguns sinais que podem estar associados à fobia alimentar, como por exemplo:

- ela não querer permanecer à mesa;

- manifestar repúdio ou aversão aos alimentos servidos;

- estar constantemente fugindo dos momentos que envolvem experiências alimentares (através de procura por outras atividades neste momento) etc.

Ariane Bomgosto acrescenta que as reações das crianças com fobia alimentar podem ser diversas: “algumas, quando submetidas ao contato forçado com os alimentos que rejeitam, podem manifestar reações como vômito, perda de controle emocional e até agressão física”, diz.

O que fazer?


Se existir a suspeita, o primeiro passo dos pais é procurar um especialista em comportamento alimentar para que possa auxiliá-los a diagnosticar o problema. "Isso deve ser feito se os pais notarem que o filho está manifestando um comportamento não saudável em relação à comida, o que traz consequências como momentos de angústia na hora das refeições, crianças que não demonstram prazer na hora de comer e que apresentam grande dificuldade em lidar com a forma como se alimentam", diz.

Ariane ressalta que a fobia alimentar pode prejudicar o crescimento à medida em que a criança fica paralisada frente ao ato de ingerir um alimento que não faça parte da sua rotina alimentar. “Assim, passa a ter o cardápio pouco variado, o que pode influenciar no aporte nutricional que necessita nesta fase da vida. Além disso, esta criança costuma ter pouco interesse pelo universo dos alimentos e ser reativa em relação ao assunto, o que a prejudica na capacidade de fazer suas próprias escolhas alimentares ao longo da vida”, diz.

Além disso, esse tipo de fobia pode atrapalhar inclusive no desenvolvimento social da criança, já que, por não conseguir comer certos alimentos, ela pode tender a se isolar e a não participar de eventos que incluam os alimentos que rejeita.

“O caminho é complexo e desafiador, porém, ao pensarmos que uma criança que ganha consciência alimentar tem toda uma vida para desfrutar dos benefícios que esta pode lhe trazer, temos uma motivação para ajudá-la a começar este percurso nesta fase da vida”, finaliza a nutricionista.





Um bom acompanhamento psicológico é muito bem-vindo, nas mais diversas fases de nossas vidas. Na vida adulta, temos plena consciência disso. Mas, é claro, na infância, são os pais que precisam estar atentos à criança e, se for o caso, levá-la para um psicólogo.

Por isso, é possível que alguns pais se vejam em dúvida sobre a necessidade (ou não) de levar seus filhos a um psicólogo, pelos mais variados motivos.

Fiquei refletindo então: quando uma mãe deve, de fato, procurar um psicólogo para o filho?

É bom lembrarmos que, diferentemente de nós, adultos, os pequenos ainda não conseguem expressar verbalmente suas frustrações, medos, inseguranças, tristezas... Sendo assim, eles tendem a demonstrar que precisam de ajuda apresentando algumas alterações no comportamento e, às vezes, até desenvolvendo alguns sintomas físicos.

Abaixo você confere alguns sinais que PODEM indicar que a criança esteja precisando de ajuda profissional:

- Ela demonstra tristeza, fica muito quieta, chora mais do que o comum e não parece se divertir com as coisas com que se divertia antes.

- O pequeno está apresentando problemas recorrentes na alimentação (sem vontade de comer, por exemplo), no controle intestinal ou no sono.

- A criança está ficando doente com muita frequência.

- Ela demonstra compulsão pela comida.

- A criança mostra cada vez mais dificuldades de interagir socialmente, tanto com crianças (na escola, por exemplo), como com adultos.

- Ela demonstra-se agressiva, faz birra por tudo, só diz não.

- A criança está agitada demais, inclusive com dificuldades para se concentrar.

- Ela está com dificuldade de aprendizagem ou desinteresse para isso.

Vale destacar que cada caso é único, por isso, não devemos rotular! Alguns destes comportamentos podem ocorrer esporadicamente, e isso não deve ser motivo de grandes preocupações...

Aliás, de toda forma, perceber um ou mais destes comportamentos não significa que seu(ua) filho(a) esteja com um problema grave, mas, pode ser um sinal de que seja interessante procurar ajuda profissional.

Além disso, vale destacar: muitas vezes, quem precisa de atenção são os pais. “Sempre digo que se ‘curarmos’ os pais e principalmente a mãe (pelo tempo que passa com a criança) é meio caminho andado. Os pais devem procurar um psicólogo pois muitas vezes está acontecendo algo no meio familiar, e talvez a criança esteja manifestando o que o adulto disfarça”, finaliza a psicóloga e neuropsicóloga Alessandra Netti.

Recentemente, compramos uma cachorrinha aqui para minha casa. Eu já ouvia muito falar sobre os benefícios que os animais de estimação oferecem para a família, especialmente para as crianças... Mas, claro, é na prática que a gente consegue ter mais noção disso!

Posso dizer que minha casa mudou, para muito melhor, com a chegada da Love, nossa cachorrinha! Então, senti a necessidade de compartilhar isso com vocês... Abaixo destaco alguns benefícios que os animais de estimação oferecem para as crianças, levando em conta o que tenho notado aqui em casa e também o que pesquisei a respeito do assunto.

Fortalecimento da afetividade: os cachorros são animais muito carinhosos, que adoram estar perto das pessoas que amam... E isso, na convivência, acaba sendo um “exemplo de afetividade” para os bebês e crianças (que estão em constante aprendizado). A companhia de cachorro (ou outros animais de estimação) ajuda a preparar a criança para o convívio com outras pessoas e permeia noções de sentimento, carinho, repeito etc.

Redução da ansiedade e melhora da autoestima: alguns estudos já comprovaram que ter um cachorro ajuda na redução da ansiedade e estresse, tanto para crianças como adultos. A presença do animal passa a ser como um exercício terapêutico, que ajuda a suavizar angústias e medos, e ainda melhora a autoestima, especialmente pela certeza de se ter um amigo fiel e ser amado por ele.  

Melhora do convívio familiar: por mais que uma família já seja muito feliz e unida, com certeza ela pode se tornar “ainda melhor” com a chegada de um animal de estimação! A vontade de estar em casa com todos reunidos aumenta, as brincadeiras e “programações” em casa tornam-se muito mais gostosas etc.

Combate ao sedentarismo: tendo um animal de estimação em casa, dificilmente as crianças vão querer “ficar paradas”. Brincar com ele dentro de casa e levá-lo para passear são atividades que se tornarão muito constantes e serão motivo para todos se movimentarem e uma alegria para toda a família!

Maior noção de responsabilidade: na simples convivência do dia a dia, a criança que tem um animal em casa aprende mais cedo certas noções de responsabilidade. Sabe, por exemplo, que o animal precisa se alimentar todo dia, que faz xixi e coco, que precisa tomar banho, que gosta e precisa de carinho etc.

Há ainda estudos que apontam que bebês que convivem diariamente com cães têm seu sistema imunológico fortalecido... Isso acontece pelo fato de o animal representar o contato com o mundo exterior, e o organismo desses bebês passar então a combater de forma mais eficaz casos de tosse, coriza, infecções etc. 



Claro que cada família/casa tem suas particularidades. Por isso, não poderia simplesmente dizer a vocês: “comprem ou adotem um cachorro”! Ter um cachorro ou qualquer outro animal em casa exige responsabilidade, tempo, paciência...

Mas, se vocês já estiverem pensando no assunto, digo que, com certeza, valerá muito a pena! 




O 3º Encontro de Mães, realizado no último dia 29 de outubro, foi destaque no Shop Mix Piracicaba! O Rui mostrou um pouco do que rolou no evento e conversou com vários dos expositores! Vale a pena conferir!

Que o whatsapp mudou definitivamente a forma de nos comunicarmos não dá para negar! E este “novo” meio de comunicação, que se torna cada vez mais sólido, tem suas muitas vantagens na nossa vida, mas, infelizmente, tornou-se também meio de disseminação de muita “besteira”... O que pode preocupar especialmente nós, mães/pais.

Falo isso pois recentemente recebi, em diferentes grupos, esta imagem que me preocupou muito! Fiquei pensando como esse tipo de “(des)informação” poderia chegar para crianças e adolescentes que, muitas vezes, têm aquela curiosidade de fazer tudo o que é aparentemente “novo” e a vontade de mostrar para os colegas que podem “fazer acontecer”.

Fiquei preocupada mesmo e fui falar sobre isso com a minha psicóloga, Dra. Alessandra Netti. Ela “me acalmou”, mas senti a necessidade de compartilhar isso com vocês e, por isso, pedi para ela escrever um artigo sobre o tema, o qual compartilho com vocês agora!

Sobre “Como se Enforcar”, por Alessandra Netti


Fui convidada e provocada a refletir a respeito dessa postagem esses dias atrás. O que quer dizer isso para nós, pais??

Para nossos filhos, com certeza é uma provocação doentia. E, para nós, é uma ofensa a tudo aquilo que acreditamos e desejamos para eles.

Será mesmo que nossas crianças sairão procurando uma corda ao verem esse POST?

Todos os dias estamos precisando aprender a lidar com o sofrimento. O nosso, dos nossos filhos, dos que amamos, do país e do planeta.

Esse post é mais uma tristeza que precisamos entender e não nos deixarmos ser tragados pela força destruidora da pessoa que o criou. Fico pensando na pessoa que criou isso!

A princípio me deu muita raiva e desespero dentro do meu coração ao ver a postagem. Pensei em várias coisas:

Primeiro: Preciso avisar as mãe!!

Segundo: Preciso conferir o celular dos meus filhos!!

Terceiro: Preciso mostrar para eles não caírem nessa loucura!!

Quarto: Não vou falar nada para eles e ficarei só observando-os!!

(Risos)

PAREM!! PAREM TUDO!!

Não é nada disso!! Apenas precisamos estar com eles e amá-los de maneira leve e divertida!!

Brincar, tomar sorvete, empoleirar na cama, rolar no tapete, desenhar no bafo do box...

Fiquei com vontade de colocar no “colo” a pessoa que fez esse post e mostrar para ela que não precisa querer se suicidar!! E não precisa acreditar que todos veem o mundo tão negativamente quanto ela.

Amorosamente eu entendo o sofrimento dessa pessoa. Amo a VIDA e acredito que apenas para crianças e adolescentes emocionalmente doentes tudo isso faria sentido.

Filhos amados não querem sair se enforcando. Eles querem estar conosco e desfrutar de tudo que a vida tem de gostoso. E quando digo ‘filhos amados’, eu não estou dizendo filhos paparicados e sendo supridos apenas materialmente, eu estou falando de algo muito MAIOR.

Não se deixem ser contaminadas por essas postagens doentias! Doente é quem criou isso! Não nós! Não nossos filhos!!

Estejamos atentos aos nossos pequenos e os não tão pequenos. Observem o que a escola fala deles na reunião escolar, observe como eles brincam entre irmãos, primos e amigos. Observe como eles conversam com você e o que eles te contam. Perceba quais são os medos deles. Observe como interagem com o animalzinho de estimação da casa. Observe-os no parquinho. Observe!

Sejamos LUZ para nós mesmos e para nossos filhos amados e nunca permitamos que a ESCURIDÃO invada nossa LUZ!!


Até a próxima!


Que o respeito é algo muito bom de se viver, ninguém tem dúvidas! Um lar ou ambiente onde predomina o respeito é cheio de paz, alegrias e reciprocidade!

E o respeito é necessário para qualquer pessoa, em qualquer lugar, mas é interessante pensarmos que, para nós, pais, ele tem valor ainda maior: afinal, somos espelhos para nossos filhos! Se não respeitamos o próximo, como podemos exigir que eles façam isso?

Parece algo tão óbvio, mas muitas vezes, sem nos darmos conta, podemos errar e dar exemplos de “falta de respeito”: por exemplo, no trânsito, com as pessoas que trabalham para nós, com uma atendente de loja ou até mesmo em casa.

Já notei que, quando estou na correria, acabo muitas vezes “estourando” com as crianças e, depois, percebo a Luisa agindo exatamente igual a mim com o irmão... Me vejo nitidamente nos atos da Luisa e isso acaba me deixando muito mal, me sinto culpada. Então eu peço imediatamente para que ela fale baixo com ele, que o trate com respeito porque é mais novinho etc. Mas minha cabeça fica a mil porque percebo que ela repete minhas palavras!

Por isso penso que estarmos atentos a isso é importantíssimo, nos faz crescer e analisar: como estamos cuidando do nosso respeito pelas pessoas? Estamos dando bons exemplos? Como é a relação em casa: todos se respeitam? Afinal, nossos filhos estão vendo tudo e aprendendo conosco.

Claro que nem tudo é perfeito e, em algum momento, a falta de respeito vinda por parte da criança pode surgir em casa, talvez num “mãe, você é chata”, “você é feia” ou, simplesmente, “me passa aquele brinquedo AGORA”...

E como devemos agir? Acredito que o mais importante aqui seja lidar com este episódio, não “deixá-lo passar”... Temos que corrigir a criança todas as vezes que ela se manifestar dessa forma... Afinal, é na constância que se aprende!

E vale refletir sempre: respeito é aprendido no dia a dia, na constância... E não somente os pequenos aprendem... Nós ensinamos e aprendemos com eles e com outras pessoas o tempo todo. Só podemos exigir respeito se respeitarmos!

Como sempre digo: não sou nenhuma especialista no assunto, mas tenho pesquisado sobre e acredito que a gente deva ter “tolerância zero à falta de respeito” em casa. Isso não significa, porém, que cada errinho da criança neste sentido deva gerar uma grande bronca (que pode vir, inclusive, em muitos casos, até carregada de mais falta de respeito)...

Mas devemos nos posicionar de maneira firme, ainda que amorosa: “olha, não fala assim com a mamãe porque eu não gosto”; “não, eu não sou chata e você não deve dizer isso para mim e nem para ninguém, pois não é algo educado”.

Às vezes, a falta de respeito vem num “pedido mais grosseiro”: “mãe, me dá aquele brinquedo agora” ou “pare de conversar e venha aqui agora comigo”...

É momento então de nos posicionarmos (e não ignorarmos, como muitas vezes dá vontade de fazer!), dizendo: “Não entendi o que está me pedindo... Pode fazer isso com mais educação, como te ensinei?” ou ainda, “olha, sei que você está precisando da minha ajuda, mas não é assim, me interrompendo, que você deve dizer isso. Vamos começar de novo?”.

Quanto mais pudermos exercitar esse tipo de posicionamento/diálogo no dia a dia, mas as crianças perceberão a necessidade do respeito! Somado a isso, claro, devem estar os nossos exemplos diários (ou seja, mais um motivo para nos vigiarmos, né?)!





O 3º Encontro de Mães do Blog Mundo Mãe, realizado no último dia 29, foi um evento muito agradável... Mas, não posso negar que eu já imaginava que seria assim dada a quantidade de patrocinadores e expositores incríveis, que acreditaram em mim e me apoiaram na realização dele!

Foi exatamente como planejei, um dia diferente para passar em família, para se divertir, adquirir novos conhecimentos e conhecer muitos produtos e serviços legais (foram mais de 40 expositores!). Quero deixar aqui meu agradecimento a cada pessoa que compareceu e, mais uma vez, a todos que me apoiaram!

Agradecimentos especiais às palestrantes Renata Passos e Marrie Ometto, que permitiram que nosso encontro fosse realmente especial para nós, mães! E também ao Dr. Mori e à Dra. Daniela Ortega, que compartilharam conosco um pouquinho do conhecimento deles!

Agradeço também a Lia, do Grupo Mterranee, que sempre acreditou em mim e acolheu com todo carinho nosso evento!

Reafirmo meu desejo e minha disposição de continuar realizando eventos cada vez mais completos! E, claro, quero poder continuar contando com vocês!!!

Em breve, vocês conferem mais fotos do evento!



O 3º Encontro de Mães acontece no dia 29 de outubro, com o tema “Nossos filhos, nossa prioridade”, e tem com uma das atrações principais a palestra da Renata Passos, mastercoach de liderança e alta performance.

Renata abordará o tema “Como ajudar seus filhos a serem realmente felizes”, e não tenho dúvidas do quanto esta palestra será importante para nós, mães!

Para que vocês conheçam um pouco mais da nossa palestrante: Renata começou sua carreira de coach com treinamentos de liderança assim que sua primeira filha nasceu. “Criei uma empresa de consultoria para ter mais tempo livre com ela. Isso foi há 16 anos atrás”, conta.

Questionei à Renata: como dar mais liberdade a nossos filhos e mesmo assim direcionar para um bom caminho? “Isso é muito difícil! Mas acredito que o caminho seja deixando que tomem decisões que não têm grande impacto e responsabilizando por tarefas em casa também. Ser presente. Ter presença sem abafar a personalidade e característica de cada um”, responde.

Sobre a palestra no 3º Encontro de Mães, Renata declarou estar superanimada! “Os últimos estudos sobre felicidade e bem-estar foram conduzidos em escolas de ensino médio e apontam as principais competências a serem desenvolvidas para uma vida plena. Muito mais do que sucesso a qualquer custo, podemos influenciar uma geração para que tenha uma vida com mais qualidade”, explica.

E você, já garantiu seu convite para a palestra? Acesse www.sympla.com.br ou adquira nos nossos pontos de venda: Green e Mterranee !





Hoje, 17 de outubro, é celebrado o Dia Nacional da Vacinação. A data foi criada pelo Ministério da Saúde a fim de relembrar a importância da vacina no controle de doenças e na prevenção de epidemias. Acho muito importante destacar esta data e compartilhar com vocês alguns dados que pesquisei.

Com a imunização, diversas doenças já desapareceram e muitas outras estão com números de contaminação bastante reduzidos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), entre 2010 e 2015, 10 milhões de mortes no mundo foram evitadas por conta das vacinas.

Claro que nós, pais, ao ouvirmos falar em vacinação pensamos logo nos nossos pequenos, mas vale lembrar que ela é essencial tanto para as crianças como para os adultos. Então vale a pena conferirmos: será que nós e nossos filhos estamos com todas as vacinas em dia?!

O Ministério da Saúde possui um calendário com todas as vacinas que devem ser tomadas durante a vida. E, no caso das mulheres, durante o período de gestação: https://goo.gl/RcbfWJ . Vale a pena conferir!

No caso das crianças, vale destacar que a vacinação desde os primeiros meses de vida é essencial, visto que a maioria das doenças, que são virais ou bacterianas, possui uma morbidade muito grande. Algumas delas têm impacto maior e sequelas, como o sarampo e a difteria, por exemplo. E a poliomielite também, embora não tenha alta taxa de morte, pode deixar implicações importantes para o resto da vida. Essas doenças e muitas outras podem ser evitadas com a vacina.

É importante refletirmos ainda que a vacinação não é importante somente num aspecto individual. Mas trata-se de uma ação de proteção coletiva, a partir do momento que temos consciência de que uma população desprotegida pode causar a disseminação rápida de uma doença. Em um cenário muito comum, por exemplo: uma criança com catapora vai à escola e pode espalhar a doença entre todos os alunos da sala de aula... Aqueles que não tiverem tomado a vacina, correm grande risco de pegarem catapora. E isso vale, é claro, para outras doenças!

Aqui em Piracicaba meu local de confiança para as vacinações das crianças é, sem dúvidas, o CdVac, comandado pelo pediatra Dr. Paulo Tadeu Falanghe. Trata-se de um moderno centro de imunização e vacinação fundado em 2016 com a missão de tornar acessível a prevenção de alta qualidade a qualquer pessoa.


A Marrie Ometto, autora do Blog Mamãe Plugada, é uma das palestrantes do 3º Encontro de Mães e falará sobre o seu livro “Desapareci ao virar mãe, mas reencontrei-me”.

Entrevistei a Marrie para que vocês, que ainda não a conhecem, saibam um pouco sobre ela e o que podem esperar da palestra!

A Marrie Ometto é piracicabana e economista. É mãe da Clara e preza pela presença e exemplos na educação, mas sem deixar de existir por isso. Ao ser mãe, declara que reaprendeu a ser mulher.

No blog, divide os anseios da mulher pós-maternidade, como profissão, beleza, qualidade de vida, saúde, reflexões, receitas (a maioria express), viagens e produtos. 


Marrie conta que a história do Mamãe Plugada começou, na verdade, com seu primeiro blog, chamado 2 Fashion Style. “Eu já tinha um blog chamado 2 Fashion Style quando trabalhava no mercado corporativo, mas era algo bem hobbie mesmo. Quando engravidei, fiz uma planilha em Excel com enxoval e taxa de câmbio simuláveis, onde dava para verificar se financeiramente valeria a pena fazer o Enxoval fora do país. Essa planilha foi super baixada e um monte de mães começou a me ler. Nesse momento, achei que precisaria nascer um blog materno, e assim aquela Mamãe Plugada da planilha saiu do 2 Fashion Style”, diz.

Em relação aos maiores desafios que enfrenta hoje nesta “tarefa de ser mãe”, Marrie acredita que educar um ser humano em valores num mundo cada dia mais de aparências e menos essência é o mais desafiador! “Os discursos são lindos e as atitudes, péssimos exemplos. É o trabalho do beija-flor apagando o incêndio: por mais desafiador que pareça, ainda assim é preciso que façamos nossa parte”, comenta.

E o que podemos esperar da palestra da Marrie Ometto no 3º Encontro de Mães? “Quero trazer para as mães o alívio que senti ao deixar as imposições para a perfeição ‘a la’ propaganda de margarina de lado e encontrar o caminho para o essencial. Para o equilíbrio. Para primeiro você vestir-se das máscaras de oxigênio e só depois salvar quem está ao lado”, finaliza Marrie.


Não tenho dúvidas de que a participação dela no 3º Encontro de Mães será essencial! Você já garantiu seu convite pelo www.sympla.com.br? Esperamos por vocês no dia 29, a partir das 10h!


Vocês já sabem: o 3º Encontro de Mães acontece no dia 29, domingo, a partir das 10h. Com o tema “Nossos filhos, nossa prioridade”, o evento acontecerá no Mterranee e contará com duas palestras e, ainda, com a participação do cirurgião plástico Dr. Mori, e da odontopediatra Dra. Daniela Ortega.

Vale destacar que os bate-papos como Dr. Mori e a Dra. Daniela serão gratuitos!

A apresentação do Dr. Mori acontece às 14h. Ele falará sobre “Gestação - Cirurgia Plástica e cuidados”, “Pós-operatório e mitos”, “Câncer de mama e reconstrução” e estará à disposição para esclarecer dúvidas em geral sobre cirurgia plástica.

O Dr. Mori, além de um grande amigo, é um profissional qualificadíssimo, que está sempre em busca do que há de melhor no universo da cirurgia plástica e tratamento estético, visando a realização segura dos desejos e bem-estar de seus pacientes.

Já às 16h30, acontece a apresentação da odontopediatra Dra. Daniela Ortega, que falará sobre temas importantíssimos no nosso dia a dia de mãe: “Higiene oral: do bebê ao adolescente, como proceder”, “O que é cárie, como e por que é possível evitá-la” e “Quando deve ser a primeira visita da criança ao odontopediatra e por que levá-la ao dentista”.

A Dra. Daniela é especialista em Odontopediatria (UNICAMP), especialista em Ortopedia Funcional dos Maxilares (EAP/APCD – Piracicaba/SP), com aperfeiçoamento em Odontologia para Bebês e Gestante (EAP/APCD – Araraquara/SP).

Não dá pra perder! Será uma oportunidade incrível para novos aprendizados (o que é sempre bom nesta nossa tarefa gostosa e desafiadora de ser mãe, né?), para a troca de experiências, para conhecer novos produtos e serviços (estaremos com muitos brindes e sorteios) e, claro, para descontrair!

Lembrando que as crianças são bem-vindas no evento, já que o Mterranee estará com o Vamos Brincar 1 e o Kids and Teens funcionando com todos os monitores e vários personagens. Importante: crianças até 4 anos não pagam, mas devem ficar com a supervisão dos pais, ou seja, não poderão ficar sozinhas com os monitores.

O 3º Encontro de Mães é uma realização do Blog Mundo Mãe e conta com patrocínio e apoio de grandes empresas.


Esses dias atrás, o assunto voltou a me preocupar, já que o Luquinha, meu filho, teve febre e notei que várias outras crianças também estavam com os mesmos sintomas. O que achei mais “engraçado” é que, apesar da febre, ele continuava superdisposto... E a mesma coisa estava acontecendo com meu sobrinho (também com febre, mas disposto).

Preocupada e também a fim de buscar informações para compartilhar aqui no blog, consultei o pediatra Dr. Paulo Tadeu Falanghe. Questionei com ele se havia algum motivo para tantas crianças estarem tendo febre e como nós, mães, devemos agir nestes casos.

O Dr. Paulo explicou que, embora seja complicado generalizar, com o clima seco há mais possibilidades de viroses, que, em lugares fechados como escolas etc., têm maior chance de disseminação, principalmente em crianças de baixa idade.

Tendo esta resposta, minha grande dúvida foi: mas devemos nos preocupar? Quais providências podemos tomar?

O Dr. Paulo explicou que, de forma geral, não há maiores preocupações. Porém, febre de mais de 48 horas deve ser investigada sempre.

Então, esta é minha dica pra vocês: não se desesperem, mas, caso a febre persista, não hesitem em procurar o médico!

No caso do Luquinha, de fato, não houve maiores complicações... Ele já ficou bom!

Da série Desenvolvimento de Linguagem e suas alterações



E a casa se enche de alegria, nosso pequeno arrisca suas primeiras palavras. Seguindo-se a isso forma frases simples, compostas de duas a três palavras e quando menos esperamos está fazendo frases mais complexas e expressando seus desejos e necessidades. Mas por volta dos 3 anos algo acontece...

“- Mamãe, hoje eu, eu, eu, fuiiiii nananana escola e brinquei bastante.”

É aquele momento onde a criança quer contar alguma coisa, mas parece que algo está de alguma forma truncando a fluidez de seu discurso. Nesses momentos o importante é não se desesperar.

Durante o processo de aprendizado, seja ele qual for, vamos adquirindo conhecimento que vai se estruturando até que passe a fazer parte de nosso acervo de novas habilidades. Com a fala é da mesma forma, a criança vai adquirindo e estruturando sua linguagem e aos poucos vai arriscando-se mais e mais na grande aventura da comunicação, mas em alguns momentos isso pode falhar. Para essas falhas, damos o nome de disfluência e é preciso que fique claro que a disfluência difere da gagueira propriamente dita.

Como já disse anteriormente, as disfluências podem aparecer por volta dos 3 anos de idade e deixam de ser frequentes por volta dos 5. Elas se caracterizam por repetição de sons, sílabas ou palavras e se enfrentadas com naturalidade, passam a ser menos frequentes. Quando esse tipo de repetição começa a ser acompanhada de gestos e caretas, isso se torna um sinal de alerta. Nesse momento ou em caso de dúvida procure um fonoaudiólogo especializado para uma avaliação. As disfluências tendem a desaparecer com o tempo e a gagueira do desenvolvimento deverá ser tratada precocemente.

Tanto nos casos de gagueira quanto nas disfluências, as orientações aos pais e pessoas envolvidas no cuidado com a criança são os mesmos e logo abaixo deixo uma lista de como agir nesses casos.

1. Entender as diferenças individuais de fala, aumentar a tolerância e expressar aceitação ajuda a reduzir os medos e as frustrações com a fala disfluente;

2. Evite dizer frases como “pare”, “respire”, “fale devagar”, “tente de novo”;

3. Não demonstre pressa ao falar com a criança. Use pausas frequentes e espere alguns segundos para falar após da fala da criança. Uma conversa calma e relaxada se mostra muito eficaz;

4. Deixe a criança expressar livremente suas ideias sem apressá-la ou enche-la de perguntas;

5. Demonstre mais interesse ao conteúdo do que a criança diz do que a forma com que ela fala, para isso utilize-se de expressões faciais e corporais;

6. Ouvir é parte essencial da comunicação, assim ser ouvido deve ser agradável e recompensador;

7. Oriente todos os membros da família a escutar e esperar a sua vez de falar. Tal ação facilita o diálogo dentro de casa, o deixando mais tranquilo e auxiliando principalmente aqueles que gaguejam a realizar um discurso sem interrupções e contando com a atenção de todos;

8. Disponha de tempo para falar com seu filho e mostre que ele possui tempo para falar aquilo que deseja;

9. Evite criticá-lo, interrompê-lo, enche-lo de perguntas e falar rápido demais;

10. Deixe claro que ele é aceito como é;

11. Expresse apoio, use padrão vocal afetuoso, se aproxime, demonstre afeto, toque a criança, abaixe-se ao seu nível para conversar com ela e principalmente evite caretas de repreensão ao ouvi-la falar;

12. Não repreenda, ridicularize nem exponha a criança por causa de sua fala;

13. Não a ameace com castigos, injeções ou monstros, nem a mande parar de gaguejar;

14. Não a “ajude” a terminara suas falas, nem estimule a substituir as palavras gaguejadas por palavras fluentes. Isso aumenta o nível de preocupação com o vocabulário, aumenta a sensação de insucesso e não diminui a gagueira;

15. Reconhecer os momentos de dificuldade e deixar claro que eles são notados mas não criticados, o que demonstra a criança que o assunto não é tabu e que se pode falar sobre ele sem problemas.

Tais dicas ajudam tanto nos casos de disfluência comum na infância como nos casos de gagueira do desenvolvimento, pois entre outras coisas dão um teor mais tranquilo a comunicação no lar. A intervenção precoce na gagueira é fundamental para evitar sua evolução. Melhorar a gagueira não é uma tarefa fácil, que se realiza em pouco tempo. Para isso é necessário que na família se desenvolvam habilidades como tolerância e colaboração.

Da mesma forma, na disfluência, um ambiente colaborativo, harmonioso, tolerante e cheio de amor minimiza seus impactos e torna mais fácil a passagem por esse período.

Marina Almeida de Sá Fonoaudióloga / CRFa 2-16.210 Rua Voluntários de Piracicaba, 1185 – Bairro Alto
(19) 3433-3513/ 99201-4431
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Instagram: fono_marina



A terceira edição do Encontro de Mães chega, mais uma vez, com o objetivo de proporcionar momentos de reflexão, a troca de experiências e a criação de novas amizades e contatos profissionais.

Com o tema “Nossos filhos, nossa prioridade”, o evento acontecerá no Mterranee e contará com duas palestras: Renata Passos, mastercoach de liderança e alta performance, trará o tema “Como ajudar seus filhos a serem realmente felizes”, e Marrie Ometto, autora do Blog Mamãe Plugada, que falará sobre “Desapareci ao virar mãe, mas reencontrei-me”.

Além das palestrantes, o encontro contará com a participação do cirurgião plástico Dr. Mori, falando sobre “Gestação - Cirurgia Plástica e cuidados”, “Pós-operatório e mitos”, “Câncer de mama e reconstrução” e esclarecendo dúvidas gerais sobre cirurgia plástica.

Já a odontopediatra Dra. Daniela Ortega, falará sobre “Higiene oral: do bebê ao adolescente, como proceder”, “O que é cárie, como e por que é possível evitá-la” e “Quando deve ser a primeira visita da criança ao odontopediatra e por que levá-la ao dentista”.

Uma novidade desta edição é que as crianças também são convidadas a participarem. O Mterranee estará com o Vamos Brincar 1 e o Kids and Teens funcionando com todos os monitores e vários personagens. Importante: crianças até 4 anos não pagam, mas devem ficar com a supervisão dos pais, ou seja, não poderão ficar sozinhas com os monitores.

O encontro contará ainda com desfile da marca infantil Green. O evento acontece das 10h às 19h, no dia 29 de outubro. A expectativa é receber cerca de 600 pessoas.

O 3º Encontro de Mães é uma realização do Blog Mundo Mãe e conta com patrocínio e apoio de grandes empresas que, inclusive, estarão expondo e dando brindes durante o evento.

Garanta sua Vaga:



Já teve algum momento em sua casa em que as crianças começaram a fazer perguntas demais – algumas, inclusive, nada fáceis de responder?! “Por que as pessoas ficam doentes?”, “por que aquela pessoa mora na rua?”, “por que você pode ficar acordada até tarde e eu, não?”, “por que ele foi para o céu?”, entre muitos outros questionamentos diários.

A psicóloga Aline Teixeira comenta que não existe uma idade específica para as perguntas começarem a surgir. “A partir do momento em que a criança começa a ter a chamada ‘explosão’ da linguagem, que pode ocorrer entre o 18º e o 24º mês de vida, os pais já podem ficar preparados para os questionamentos”, diz.

“Devemos considerar, para o desenvolvimento da linguagem e grau de complexidade das perguntas: o meio em que a criança está inserida, as atividades de aprendizagem que são proporcionadas a essa criança, resposta constante dos pais sempre que a criança pronuncia alguma nova palavra e dos materiais educativos disponíveis (brinquedos e livros adequados a cada faixa etária). Essas atividades proporcionam à criança as bases para a aprendizagem da fala e também para a alfabetização que vai acontecer mais tarde, por volta dos seis anos”, acrescenta a psicóloga.

Mas como lidar com tantas perguntas? O que nós, pais, podemos e/ou não devemos fazer?

Aline responde que os pais devem lidar com as perguntas da forma mais natural possível, procurando adequar as respostas de acordo com o universo infantil. Algumas orientações neste sentido, de acordo com a psicóloga, são:

- Não utilizar palavras muito complexas e de difícil entendimento, o que poderia dificultar a compreensão por parte da criança. Prefira palavras fáceis e lúdicas.

- Uma dica importante quando perguntas sérias ou delicadas surgirem é investigar o que a criança sabe sobre aquilo e, a partir daí, os pais devem encontrar uma maneira de responder sem enganar a criança, contornando o que acreditam que não pode ser dito. “Quando uma criança faz um questionamento, isso pode denunciar sua inquietação com o tema, portanto, quanto mais direta e esclarecedora for à resposta, mais a criança ficará satisfeita e tranquila”, destaca a psicóloga. 

- Se notar que não conseguirá dar uma resposta na hora, diga à criança que precisa pensar e voltará a falar sobre o assunto mais tarde. “Mas ,não deixe a criança sem resposta, isso poderá causar ansiedade no pequeno, que pode buscar outras formas não confiáveis de se informar”, acrescenta Aline.

Mas, a partir de que idade esta “fase das perguntas” costuma cessar? Aline destaca que a criança faz perguntas para conhecer o universo em que está inserida. “Se pensarmos que, mesmo quando adultos, ainda continuamos perguntando, a resposta seria que essa fase nunca cessará. No entanto, pode ocorrer a diminuição dos questionamentos por volta dos 10 a 12 anos, onde a criança começa a criar o seu próprio círculo de amizades e a participação num grupo de amigos passa a ser de maior importância do que a presença dos pais. A criança começa a se comunicar com pessoas da mesma idade, acreditando que os seus questionamentos serão supridos pelo grupo. Nesse momento, os pais devem estar mais atentos aos comportamentos apresentados do que à fala propriamente dita”, explica a psicóloga.

Vale reforçar que, por mais difícil que possa parecer responder a alguns questionamentos, é muito importante estarmos à disposição das crianças e estimularmos sempre o diálogo com nossos filhos. E vocês, como costumam lidar com as perguntas?

Durante o processo de desenvolvimento de linguagem dos nossos filhos, surgem muitas dúvidas sobre o que devemos esperar. É claro que não podemos perder de vista o fato de que cada criança se desenvolve no seu tempo, e como gosto de dizer, “criança é como pipoca na panela, cada uma estoura em um momento”.

Mas quando aparecem dúvidas sobre o que é esperado ou não na fala de nossos filhos, as comparações são inevitáveis e os palpites também. Por esse motivo trago abaixo uma tabela simples que servirá como referência para entendermos qual seria o desenvolvimento esperado para cada idade.


DESENVOLVIMENTO DE LINGUAGEM



IDADE


EXPRESSÃO


COMPREENSÃO



FONEMAS
ADQUIRIDOS


SINAIS DE ALERTA




0-6
MESES

Apresenta choro diferente para cada uma de suas necessidades; produz vogais prolongadas e logo inicia-se o balbucio. Dá gargalhada.


Reconhece seu nome e reage a diferentes estímulos sonoros. Observa e sorri quando alguém fala com ele. Atento aos sons, se acalma com a voz da mãe.





-


Não estabelece contato visual. Não reage a sons e não sorri.



6-12
MESES

Encontra de onde vem o som; imita sons; repete e começa a dizer as primeiras palavras.


Compreende o nome dos objetos; tem percepção das expressões faciais; compreende ordens simples; Imita a ação de outras pessoas.





-

Não reage ao seu nome e a sons diversos; pobre produção de sons.


12-18 MESES

Expressa suas necessidades usando uma palavra e possui vocabulário de aproximadamente 20 palavras.


Repete o que escuta; identifica partes do corpo; reconhece entre 50 e 75 palavras




-


Não produz palavras isoladas e nem reage a estímulos.



18-24
MESES

Começa a combinar duas palavras; fala seu  nome; usa aproximadamente 50 palavras; muito do que diz é incompreensível.


Segue instruções com até dois comandos; entende perguntas simples; entende cerca de 300.




B, M

Vocabulário reduzido; não compreende ordens simples.






2-3
ANOS

Produz frases simples; usa uma média de 500 palavras; possui linguagem telegráfica como “nenê qué papa”;
pode apresentar gaguez natural; já é possível entender tudo o que a criança fala, embora ainda conjugue errado.


Compreende preposição dentro/fora e perguntas como quem, qual, onde; compreende até 900 palavras.


2 anos:

P, T, D, N

2 anos e meio:

K, G, NH



Vocabulário reduzido; não compreende ordens simples.




3-4
ANOS

Conhecida como a idade dos “porquês”; inicia a conversa; usa plural; inventa história; usa cerca de 800 palavras; fala de acontecimentos no passado.


Entende aproximadamente 1200 palavras; possui noções de manhã, tarde e noite e conceitos de espaço como em cima/em baixo; começa a prender conceitos abstratos.


3 anos:

F, V, S, Z

3 anos e meio:

X, J, R (rato)





Faz um maior uso de gestos em relação ao uso de palavras; discurso de difícil compreensão.
4-5
ANOS

Usa de forma inconsistente verbos e plurais irregulares; usa cerca de 1700 palavras em frases complexas; possui capacidade de falar corretamente.


Apresenta atenção a conversas, histórias e filmes; compreende cerca de 2700 palavras.

4 anos:

L, LH,
R (carinho)

4 anos e meio:

Encontro consonantal
(prato/planta)

5 anos:

Aquisição completa.


Não faz questionamentos; não descreve acontecimentos; troca sons na fala.





No aparecimento de quaisquer dúvidas quanto ao desenvolvimento de fala de seu filho, procure um fonoaudiólogo especializado.

Marina Almeida de Sá Fonoaudióloga / CRFa 2-16.210 Rua Voluntários de Piracicaba, 1185 – Bairro Alto
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