Já no clima do Dia das Mães, hoje trago ao blog uma abordagem um pouco “diferente” sobre a relação mãe e filho. 

É fato – e não é nenhuma novidade – e que o papel da mãe na vida de um filho é fundamental desde o início da vida uterina. Mas você já parou para refletir que, em cada fase, as mães são as responsáveis pelos sentimentos mais puros que transmitem aos pequenos e que, isso, consequentemente, influencia na personalidade dos filhos na vida adulta?!

Hilda Medeiros, coach e terapeuta, comenta que, desde o momento em que fomos gerados, recebemos impressões, sentimentos e sensações de nossas mães. “Esses registros podem estar repletos do néctar do amor ou da falta dele. Em ambos os casos deixará marcas, como uma impressão digital”, diz.

“Durante a gestação, o bebê recebe todos os estímulos advindos da mãe: sensação de alegria, de amor, confiança, mas também de angústia, tristeza e medo. Todos esses sentimentos e emoções são captados em forma de estímulos que, no futuro, influenciarão o indivíduo. Não é possível ter lembranças das experiências vivenciadas no ventre, porém, pesquisas afirmam que guardamos essas impressões em forma de registros inconscientes, que podem ser positivos ou negativos”, destaca a terapeuta.

Num exemplo positivo: o bebê que se sentiu amado tende a ser uma criança e um adulto confiante e com maior capacidade de se relacionar consigo próprio e com o mundo à sua volta. “Na outra medida, a falta de amor pode resultar em um indivíduo carente e inseguro na vida adulta”, comenta Hilda.

Claro que as outras pessoas – o pai, os avós, os irmãos – também exercem influência na vida do bebê, mas a relação mãe e filho é sem dúvida a mais marcante para o desenvolvimento do indivíduo. “A falta de amor e conexão na infância pode resultar em adultos hostis, antissociais, gananciosos, inseguros e arrogantes. Indivíduos totalmente afastados do senso de cooperação e generosidade”, destaca a terapeuta.

“Estudos comprovam que crianças que se sentiram acolhidas e amadas por seus pais tendem a se tornar adultos cooperativos, autoconfiantes, emocionalmente capazes de transmitir a mesma amorosidade recebida. A autoimagem segura e apropriada que se inicia com o amor materno e paterno influenciarão o indivíduo pelo resto da vida. Essa é a base para os laços futuros com os outros seres humanos, com os outros seres vivos e com o sistema ecológico de modo geral”, ressalta a terapeuta e coach.

Encontrar o equilíbrio 

Para Hilda, encontrar equilíbrio entre “estar à disposição” e “ensinar” é justamente a chave de uma educação amorosa e assertiva. “É fundamental estarmos disponíveis, no entanto, é importante estimular a independência e ajudar a criança a desenvolver suas capacidades de fazer, de agir e aprender a solucionar os pequenos problemas”, diz. 

“Quando as mães fazem tudo por seus filhos, ou quando a proteção é excessiva, acabam, por assim dizer, tornando-os dependentes, e isso limita a criatividade e o desenvolvimento – o que, por fim, afetará a própria confiança do indivíduo”, ressalta a terapeuta e coach.

Mas, enfim, como encontrar o equilíbrio entre o “amar incondicionalmente” e a “necessidade de impor limites”, de “corrigir quando necessário”, de “dizer não”?

Hilda explica que, para lidar com nossos filhos, é fundamental que estejamos, sobretudo, em um estado emocional adequado, ou seja, em harmonia e equilíbrio. “Muitas vezes estamos assoberbados ou cansados pela rotina de trabalho, e não temos a clareza e paciência suficientes para se tomar as melhores decisões de como ensinar o melhor caminho para as crianças. Elas aprendem também por modelagem dos pais, ou seja, se os pais apresentam posturas irritadas ou descompensadas, isso afeta no comportamento das crianças”, diz.

Vale reforçar: amar incondicionalmente também significa impor limites. “Não nascemos sabendo o que se pode e o que não se pode fazer. A criança não sabe onde termina sua liberdade e onde começa a do outro. E isso é aprendido. Nos primeiros anos de vida, a criança desenvolve o senso de ‘eu’. O mundo gira em sua volta. Aprender a dividir, a interagir, a socializar-se de modo integrativo, é uma experiência que se aprende, tanto no convívio com outras crianças com a participação dos professores, como no ensinamento transmitido pelos pais”, finaliza Hilda.

Enfim, a reflexão de hoje, já no clima do Dia das Mães, é esta: vamos amar incondicionalmente nossos filhos, mas vamos lembrar que amar é também ensinar, impor limites, dizer não! É ainda dar exemplo! Afinal, um mundo melhor só será possível com mais amor, né? E tenho certeza de que é isso que todos nós queremos para nossos filhos!


Hoje venho compartilhar uma dica bacana para as mamães de Piracicaba: vocês já foram no Kids Park Aventura, espaço montado no Shopping? Ainda não tive a oportunidade de ir, mas pretendo ir neste fim de semana mesmo! 



A atração está montada na praça de eventos norte até o dia 17/05, e é destinada a crianças de 1 a 9 anos. Conta com brincadeiras interativas, como piscina de bolinhas, cenários temáticos camarim fashion e autocenter, carrossel, minilabirinto, cama elástica, brinquedos lúdicos, escorregadores entre outros. A atração também tem monitores para auxiliar as crianças durante o circuito.



Os menores de 2 anos precisam entrar no circuito acompanhados dos pais ou responsáveis, que terão entrada gratuita. A entrada é permitida e gratuita aos demais adultos que quiserem acompanhar os pequenos, independentemente de idade.

A atração funciona de segunda a sábado, das 10h às 22h; e domingos e feriados, das 12h às 21h.

O valor para brincar no espaço é de R$ 20 para 15 minutos e R$ 1 para cada minuto adicional. O pagamento pode ser feito em dinheiro ou cartão de débito/crédito.










Vi as fotos e achei as opções de brincadeiras muito bacanas! Alguém já foi? Me conte o que acharam!

A sugestão que trago hoje é algo muito simples, mas também, muito gostoso de viver no nosso dia a dia com as crianças. 

É fato que nossa vida é corrida e, às vezes, ainda que a gente esteja ali ao lado dos nossos filhos, muitas vezes dá aquela “preguiça de inventar coisas novas”, não é verdade? 

Mas a dica é exatamente essa: fugir um pouco da rotina, com atitudes simples que envolverão as crianças, mas também terão impacto positivo em toda a família, tornando o dia a dia mais alegre.

Convido, então, vocês a viverem/prepararem algumas surpresas dentro do cotidiano para as crianças:

1 - Por exemplo: está na hora de jantar... E se, em vez da criança chegar à mesa e se deparar somente com os pratos, talheres e comida (como sempre), ela encontrar um jantar à luz de velas?!

2 - Que tal “preparar” um jantar para o qual as bonecas ou super-heróis das crianças também foram convidados e já estão à mesa?!

3 - Na hora do banho, que tal estimular um pega-pega para ver quem chega primeiro ao chuveiro?

4 - Ainda no banho, que tal proporcionar um banho divertido na banheira cheia de espumas e com brinquedos espalhados?!

5 - Na hora das crianças colocarem roupa, pela manhã, façam uma aposta sobre quem se troca mais rápido.

6 - À noite, que tal chamar as crianças para ajudarem você a fazer um bolo rápido ou um suco, por exemplo?

7 - Que tal reunir toda a família para assistir um filme infantil no meio da semana antes de dormir?!

8 - Para quem tem cachorro, dá para propor um passeio de toda a família com ele, se possível, e “cada um vai segurando um pouco a coleira”.

Enfim, são brincadeiras e dicas simples, mas que surpreendem quando são feitas de forma inesperada, no meio da semana, por exemplo! 

E esse tipo de atitude desperta, inclusive, a criança que vive dentro de nós, além de deixar o dia a dia da família mais gostoso, mais leve...

Vamos tentar colocar em prática?! Para começar: pelo menos uma vez na semana “fazer alguma surpresa” para as crianças?!


Não há como negar: vivemos em uma sociedade que rotula as pessoas, seja por características físicas, seja por características psicológicas e/ou comportamentais. Exatamente por ser algo aparentemente “tão natural”, dificilmente paramos para pensar no assunto...

Mas, esses dias, pesquisando sobre temas infantis na internet, me deparei com este e vi o quanto ele é amplo e interessante: vale a pena pararmos para refletir sobre quanto os rótulos podem atrapalhar as crianças no seu processo de desenvolvimento.

Hoje, não quero falar sobre os rótulos relacionados a características físicas, mas, sim, comportamentais: “nossa, meu filho é preguiçoso”, “nossa, meu filho é muito tagarela”, “nossa, meu filho é muito agitado”...

Você já parou para pensar nisso?! Talvez esteja se perguntando: qual é o problema em dizer esse tipo de coisa? Pois foi também o que pensei quando me deparei com este tema... Então, convido você a refletir comigo! Pois, pesquisando mais sobre o assunto, compreendi o quanto é importante estarmos atentos a esse ponto!

Somos espelhos, certo?

Vamos lembrar que somos espelhos para nossos filhos... Espelhos a partir do momento em que damos exemplos, mas, também, no sentido de criar valores e transmiti-los de forma direta ou indireta a nossos filhos.

Então, vamos imaginar que estamos, no dia a dia, conversando com outro adulto e, com a criança por perto, dizemos: “nossa, ela é muito agressiva”; “ela é preguiçosa”; “ela é muito tagarela” etc.

Pode parecer algo banal, mas, quando fazemos isso, a criança (que está no processo de formação), vai entender esta como uma verdade absoluta e pensar (ainda que inconscientemente): “mas será que sou isso mesmo? Devo ser, pois se meus pais, os adultos, estão dizendo isso, então deve ter sentido”.

Ou seja, a criança “vai comprar essa ideia”. O que dará início ao ciclo: porque, a partir daí, ela provavelmente começará mesmo a ter novos comportamentos que confirmem e que nos levem novamente a pensar e repetir esses rótulos (preguiçosa, tagarela, agressiva, agitada etc.).

Avaliar os comportamentos em vez de rotular

É interessante lembrarmos que os comportamentos da criança nos contam histórias...

Então, não devemos trazer, a partir do comportamento, um julgamento, um rótulo (“ela é agressiva”, “é preguiçosa” etc.)... Mas devemos tentar entender tal comportamento, pensar se alguma necessidade desta criança não está sendo atendida...

E a melhor maneira de fazer isso, claro, é propiciar um diálogo! Por exemplo: “nossa filha, todos os dias você tem se negado a levantar no horário e/ou fazer suas tarefas. Está acontecendo alguma coisa? Como podemos mudar isso?”.

Neste diálogo aberto, por mais banal que pareça, a criança se sente reconhecida, vista, percebida por nós... E isso faz toda a diferença!

Cuidar das nossas próprias expectativas

Outro cuidado importante dentro deste ciclo relacionado aos rótulos, acredito eu, está em cuidarmos das nossas próprias “expectativas”.

Muitas vezes, o medo pode aparecer num comportamento, a irritação pode aparecer em outro etc. Afinal, a vida é assim! Sentimos um monte de coisa o tempo todo, não é verdade? E não podemos esperar algo muito diferente dos nossos filhos!

Então, vamos supor que a criança tem um desafio para viver... E nós, pais, ficamos pensando/falando: “ai meus Deus, ela vai ficar com medo; não vai dar certo, e agora?!”

Conforme criamos toda essa expectativa, perante algo que ainda nem aconteceu, estamos gerando este reflexo (o que também alimenta um ciclo do que a criança pensa a seu respeito). Provavelmente ela também comece a pensar: “tenho medo de fazer isso, não vou conseguir, não vai dar certo”...

Ou seja, nem sempre é fácil colocar tudo isso em prática, né? Nos policiarmos, controlarmos nossas expectativas, não rotularmos.... Mas, estarmos cientes e atentos a isso, é o primeiro passo! 

Em vez de rotular, vamos abrir caminhos para que a criança se desenvolva de acordo com sua personalidade, com seu próprio dom?! Vamos criar um espaço onde o diálogo seja constante e, antes de julgar um comportamento como “uma verdade absoluta”, questionemos, pensemos em maneiras de resolvê-lo?! Esta é a minha reflexão de hoje!


A Páscoa está chegando e, aqui na minha família, já estamos “no clima” há algum tempo! Meu pai comprou uns coelhos de verdade e, aos finais de semana, temos comprado ovos de chocolate e espalhado pelo pasto à noite, na chácara, e as crianças saem com lanternas procurar. Eles adoram e tem sido muito divertido!



Mas, além disso, tenho pesquisado algumas brincadeiras para fazermos com as crianças nesse clima de Páscoa! E abaixo compartilho com vocês as ideias que mais gostei:

1. Caça aos ovos

Não é nenhuma novidade, mas é um tipo de brincadeira que não perde seu encanto! Temos que esconder os ovos de Páscoa pela casa (ou no local onde formos passar o dia) e preparar uma trilha de pistas, indicando por onde “o coelho passou”. 

Dá para usar a criatividade, fazendo, por exemplo, pegadas de farinha de trigo, espalhar pedaços de algodão, rodelas de cenoura, bombons etc. Junto com esses itens, é legal colocar também alguns papéis com dicas de onde estejam os chocolates. 

2. Amigo-ovo

É a “versão de Páscoa” do tradicional Amigo Secreto. Dias antes da Páscoa, escreva em papeizinhos o nomes das crianças que estarão juntas no dia da comemoração e distribua-os para cada uma delas. Elas devem manter segredo e, com a ajuda dos pais, escolher um ovo de chocolate para dar ao seu “amigo secreto de ovo”. 

No domingo, elas revelam quem tiraram através de dicas (por exemplo: “é o mais alto da turma”; “é uma pessoa bem legal”; “é meu primo querido” etc.) e dão o presente!

Se a família não tiver assim tanta criança, não tem problema! Afinal, os adultos também podem entrar na brincadeira!

3. Ovo de chocolate na colher

Uma adaptação para aquela brincadeira antiga de colocar uma colher na boca com um ovo (de verdade) na ponta, equilibrando-o enquanto corre. 

Para evitar muito desperdício e sujeira, a dica é comprar pequenos ovinhos de chocolate. Aí cada criança coloca uma colher na boca, equilibrando o doce na ponta do talher e dispara em direção ao ponto final da corrida. Quem conseguir chegar primeiro, sem derrubar o ovinho, é o vencedor!

4. Coelho sai da toca

Uma brincadeira “estilo dança da cadeira”, mas, claro, em clima de Páscoa! Desenhe com giz ou use bambolês para fazer círculos no chão... Se o grupo tiver 10 crianças, por exemplo, faça 9 círculos (sempre um a menos que o número de crianças).

As crianças devem começar em uma roda, ao redor desses círculos desenhados/colocados no chão. Aí, quando gritarmos “Coelhinho sai da toca!”, elas devem correr para ficar dentro de um dos círculos. Uma ficará de fora e sairá temporariamente da brincadeira...

Na rodada seguinte, é retirado um dos círculos, e assim por diante... Vence aquele que for o último a se abrigar na “toca do coelho”.

5. Qual é o desenho?

Em papeizinhos escreva o nome de algum elemento relacionado à Páscoa (ovo de Páscoa, ovo, coelho, toca do coelho, patinhas de coelho etc.). Use uma lousa ou cartolina grande e espalhe canetas coloridas pelo chão. A criança deve sortear uma palavra e desenhar o elemento, deixando com que seus colegas tentem adivinhar o que é.

Enfim, são brincadeiras supersimples, mas que geralmente não pensamos ou esquecemos de fazer com as crianças... Então, acho superválido nos programarmos com antecedência e prepararmos um feriado ou domingo de Páscoa de fato especial para os pequenos! 

E vocês, o que estão planejando para a Páscoa?


Hoje, trago ao blog um assunto que julgo bastante importante. É fato que nós, pais, não estaremos 24 horas grudados com nossos filhos... Especialmente a partir do momento em que eles estiverem maiorzinhos, começarem a ir em festinhas sozinhos etc. 

E são nesses momentos que eles começarão a ter, inevitavelmente, a oportunidade de conversar com pessoas estranhas (entenda-se, pessoas que eles ainda não conhecem). Como devemos orientar, sem causar pânico, que façam isso? Levando em conta que a criança tem uma pureza, mas, infelizmente, nos dias de hoje não dá para confiar em todo mundo.

Convidei a Alessandra Netti, psicóloga e neuropsicóloga, para abordar o assunto, nos dando dicas práticas para lidar com essas situações que são super-reais e que, inevitavelmente, vamos ter que lidar em algum momento.

A personalidade de cada criança

Para Alessandra, o primeiro passo é pensar “quem é nosso filho”. Se é uma criança mais sensível, que vai assustar com o que você vai falar, se é uma criança mais “avoada”... Enfim, cada criança tem seu jeito, então cada pai deve falar com seu filho de acordo com o jeito dele.

Porque, com uma criança que já é mais assustadinha, medrosa, claro, temos que ter mais cautela na hora de falar. “Se a criança é mais medrosa, aliás, acho que vale a pena você reconsiderar que idade essa criança vai poder sair sozinha (por exemplo, num aniversário em um buffet, ou seja, em situações seguras, mas que, ainda assim são uma nova experiência para ela)”, explica.

Mas, de forma geral, não há problemas em deixar a criança ir a uma festinha de aniversário em buffet sozinha, mas, existem, sim, orientações que devem ser passadas, ainda que “de forma leve”.

“Não falar com estranhos”

Alessandra destaca que, nós, pais, temos sempre que alertar: a orientação “não falar com estranhos” é básica. E, neste sentido, a dica é: preparar a criança para as situações em que ela estará sozinha (fisicamente), mas frisando que a mãe estará sempre disponível!

Ou seja, enquanto você estiver com ela, você vai orientar e preparar a criança para situações em que você não estará por perto...

“Porque assim, quando ela estiver sozinha, já terá as principais noções... Porque não adianta você não preparar a criança e querer deixar ela ir num buffet sozinha, por exemplo... Ela não vai saber o que fazer, com quem pode ou não falar, enfim, não vai saber se virar”, comenta Alessandra.

Desenvolvendo a autonomia

E como podemos desenvolver a autonomia dos nossos filhos juntamente com a gente?!

Alessandra exemplifica que, muitas vezes, vamos a uma loja infantil e, lá, as pessoas querem dar um pirulito ou uma bala para as crianças. A partir daí, podemos aproveitar essa oportunidade simples, leve e tranquila, e passar algumas orientações: “olha que gostoso, você ganhou o pirulito... Mas vamos combinar uma coisa?! Qualquer coisa que derem pra você, você pergunta para a mamãe, ok?’”, explica a psicóloga.

E na hora de deixar nossos filhos irem sozinhos a um aniversário...



Alessandra comenta que esse hábito de deixarmos nossos filhos irem sozinhos a uma festinha de aniversário num buffet é, relativamente, uma novidade, pois na nossa geração não era assim.

Para a psicóloga, algumas medidas podem tornar essa situação mais tranquila, tanto para nós, pais, como para a própria criança:

#1 - Podemos ligar para a mãe do(a) aniversariante, nos apresentarmos (se for o caso), e perguntar mais detalhes sobre a festinha, saber se no local terá monitores e, se, de fato, é seguro deixar nossos filhos irem sozinhos. 

“Então, não é simplesmente ‘deixarmos a criança ir’... Conversamos com a mãe, sentimos como será a festa, o que nos dará mais segurança para, então,conseguirmos transmitir essa segurança para nossos filhos”, comenta Alessandra.

#2 - Às vezes, a professora das crianças é convidada para a festinha no buffet. E o que isso significa? Ela tem obrigação de cuidar dos nossos filhos?! Não! Mas, é fato que ela é uma referência positiva para as crianças... Então podemos dizer “olha, qualquer coisa, você fala com a tia/professora Tal”.

#3 - Outra orientação importante é falarmos sobre a ida ao banheiro com nossos filhos. Porque nem sempre eles sabem ir sozinhos... Então podemos dizer: “olha, vamos fazer de conta que você já está lá no buffet... Como você vai fazer para ir ao banheiro? Não se esqueça de lavar as mãozinhas depois” etc.

Como orientar as meninas explicando que elas não são mais tão pequenas...

Especialmente no caso das meninas, é importante dar algumas orientações extras, principalmente nesta fase em que elas já estão maiorzinhas e começam a ir a festinhas em buffets sozinhas.

Isso deve ser feito de forma sutil. Podemos dizer: “olha querida, agora você está crescendo; não é mais um bebezinho que tem que ficar no colo dos monitores... Então, agora você vai brincar com seus amigos, vai nos brinquedos, mas não precisa mais ter um comportamento igual de quando você era pequenininha e ficava no colo dos adultos”, orienta Alessandra.

E quando exageramos?

E o que fazer se nós, pais, na tentativa de preparar a criança, acabamos exagerando, fazendo com que ela ficasse com medo de ir aos lugares sozinha? Alessandra orienta:

#1 - O caminho é ter uma conversa franca com a criança, reconhecendo que exagerou e acabou criando nela um medo maior do que ele deve ser. É bom dizermos: “você sempre foi nos buffets com a mamãe, sempre se divertiu, não é verdade?! Então, não precisa ter tanto medo... Você deve, sim, tentar ir à festinha e se divertir com seus amiguinhos”.

#2 - É interessante ainda, de acordo com a psicóloga, perguntar para a criança do que ela tem medo exatamente. Aí, dependendo da resposta, você esclarece aquela questão, tentando diminuir esse medo. 

#3 - É essencial lembrar a criança que ela estará lá sem você, mas que os adultos da festa têm seu telefone e, a qualquer momento, poderão ligar para você ir buscá-la!

#4 - Se a criança ainda não estiver se sentindo segura, podemos dizer: “Olha, então a mamãe vai ficar aqui fora”... Semelhante ao que fazemos quando a criança vai para a escola. 

#5 - Outra dica é ver, de repente, de levar alguma amiguinha junto com a criança. Assim, ela não vai chegar sozinha, o que, naturalmente, fará com que ela se sinta mais segura.

#6 - Na hora de deixar a criança no buffet, não hesite em entrar e procurar a mãe ou o pai do aniversariante, vendo como é a festa, confirmando que o aniversário é ali mesmo... Porque parece algo inusitado, mas já aconteceu de criança ficar em festa errada. E se isso acontece com uma criança que já está um pouco assustada em sair sozinha, o quadro provavelmente ficará mais complicado!


Conclusão: vamos nos mostrar presentes, mas sem criar pânico!

Algumas dicas básicas, de acordo com a psicóloga, dentro deste contexto, são: 

#1 - Vai fazer uma festa onde vai convidar somente os amiguinhos, sem os pais?! Coloque-se no lugar desses pais... E pense no quanto é importante você estar ali recepcionando as crianças com seus pais que foram levá-las, pelo menos nas primeiras horas da festa. Receba-os e mostre que o ambiente ali é seguro e que, se for necessário, você entrará em contato com eles.

#2 - Frise sempre que você “estará sempre à disposição”, ainda que não perto fisicamente... E que, a qualquer problema,“é só pedir para alguém ligar para a mamãe”. 

#3 - É bom explicar: “filho(a), você estará seguro, porque se isso fosse perigoso, a mamãe não deixaria você ir... Esta é uma experiência nova para você, e acredito que você vá se divertir bastante”.

#4 - Outra medida que pode ajudar é apresentar para a criança a mãe do amiguinho aniversariante. “Olha, esta é a mãe da Laurinha... Então, se você precisar de algo, você avisa ela, que ela vai me ligar, ok?”.

Então, por fim, vale ressaltar: orientar nossos filhos, sempre! Mas com o cuidado de nos exagerarmos na dose e criarmos neles um medo desnecessário. Mostrarmos que estaremos sempre à disposição, ainda que não perto fisicamente, é essencial para que eles se sintam cada vez mais seguros e preparados para lidar com as situações do dia a dia.


Ultimamente tenho passado várias dicas de espetáculos que acontecem em São Paulo... Mas aqui em Piracicaba também temos, vira e mexe, boas opções! Aí não temos desculpas para não levar as crianças, né? rsrsrs

No próximo dia 21/04, sexta-feira, feriado, às 15h, será apresentado o espetáculo “Miraculous - As Aventuras de Ladybug e Cat Noir” no Teatro do Engenho. Se eu estiver por aqui, com certeza vou aproveitar a facilidade e levar as crianças!

Com influências de animações japonesas, europeias e americanas, “Miraculous” conta a história de Marinette, uma menina sincera e entusiasmada que se transforma em Ladybug, uma heroína cheia de personalidade. Ao lado de Cat Noir, que é na verdade seu amigo e paixão secreta, Adrien, ela tem a difícil tarefa de salvar a cidade de Paris de um misterioso vilão, mantendo sigilo sobre suas identidades secretas. 

Os ingressos já podem ser comprados: https://www.megabilheteria.com/evento?id=20170315182248

E vocês? Tem mais dicas bacanas de espetáculos ou eventos infantis para compartilhar conosco?!


É uma realidade: hoje, mais da metade das mulheres trabalham fora, pelos mais variados motivos... E, com isso, nos casos das muitas mulheres com bebês e crianças pequenas, uma hora ou outra elas terão que encarar um momento delicado: decidir com quem deixarão os filhos enquanto trabalham.

Algumas preferem deixar com os avós, outras com babás, e há quem opte pela escola infantil. E, em qualquer uma dessas opções, essa fase proporciona um acontecimento importante na vida dos pais e das crianças... É aí que se inicia o “desgrude” da criança em relação à sua mãe, o que nem sempre é fácil. 

“Para o filho, a mãe representa nutrição, proteção, conforto, amor e carinho. Portanto, neste período de ‘afastamento’, é normal a criança sentir falta da mãe, ter medo e chorar”, comenta Carlo Crivellaro, pediatra com título de Especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria, e membro da Highway to Health International Healthcare Community.

Mas é também nesta fase que é importante se atentar a alguns pontos: de acordo com Crivellaro, crianças criadas com excesso de zelo podem ter ainda mais dificuldade de se adaptarem com a ausência da mãe. “Vale dizer que excesso de zelo é quando a mãe dá tudo o que o filho quer, tem dificuldade de dizer ‘não’ e de impor limites à criança”, diz.

“O carinho e a atenção dos pais são fundamentais, mas a falta de limites torna a criança mimada, insegura e irresponsável. Os filhos precisam entender, desde a infância, até aonde podem ir, e que as cobranças fazem parte da vida”, acrescenta o pediatra.

Vale destacar ainda que é na fase pré-escolar (2 a 6 anos) que a criança começa a explorar
mais o mundo, e sente curiosidade em descobrir coisas novas, o que faz com que ela possa assumir riscos. “Esses riscos devem ser supervisionados, mas permitidos, desde que não se trate de situação de risco real. Isso é importante para que a criança tenha iniciativa e independência”, explica Crivellaro.

O pediatra exemplifica: se cada vez que a criança tentar fazer algo (por mais simples que seja), ouvir “deixa que eu faço”, “você não vai conseguir fazer sozinho”, “você é pequeno demais”... A capacidade dela de evoluir e de ter interesse por novas descobertas será totalmente inibida.

E o que isso significa na prática? Que, com o tempo, isso pode levar a criança a ser mais tímida, mais medrosa e achar que as coisas só darão certo se a mãe estiver por perto.

Por isso é essencial nós, pais, refletirmos sempre: será que estamos exagerando na proteção? Será que o excesso de proteção não está prejudicando o amadurecimento e a independência dos nossos filhos? 

Se, por um motivo ou outro, respondermos que sim, devemos nos atentar: esta forma de educar trará consequências frustrantes na vida adulta, tanto na questão pessoal como profissional. E, obviamente, os primeiros passos para cortar essa dependência exacerbada precisam ser dados por nós, adultos.


Como evitar a dependência exagerada?


Medidas simples fazem a diferença. Crivellaro dá algumas orientações práticas:

- Você, mãe, pode ir preparando a criança desde cedo, mostrando que outras pessoas também
são capazes de cuidar dela. Deixe-a mais tempo com os avós ou com os padrinhos, e aproveite para passear um pouco, se cuidar, sair com os amigos e até ter um momento a sós com o marido. Com o tempo, a criança vai perceber que a mãe se ausenta, mas volta, e isso será benéfico para todos. 

-Ao sair, sempre se despeça e explique que vai voltar. Se você for embora sem falar com seu filho, ele não entenderá, e isso pode gerar insegurança e perda de confiança.

- Mesmo que seu filho seja um bebê, converse com ele. Diga que precisa ir trabalhar ou fazer alguma coisa na rua, mas que irá retornar. 

- Quando for deixar a criança na escola ou com outra pessoa, não demonstre tristeza ou angústia. Pois, lembre-se, os pequenos absorvem tudo... e qualquer sentimento que você tiver, irá transmitir ao seu filho. Portanto, seja firme. Diga que o ama, que ele ficará bem e que mais tarde irá buscá-lo.

- Incentive seu filho a valorizar o seu próprio espaço. Deixe claro que ele tem a SUA cama, o SEU quarto e os SEUS objetos. Claro que concessões podem ser feitas, como dormir uma noite ou outra com os pais... Mas é fundamental que a criança já comece a ter noções de discernimento, e entenda que certas coisas não podem ser feitas sempre que ela tiver vontade.

- Incentive sempre que possível a realização de tarefas que a criança já possa fazer sozinha, como escovar os dentes, se vestir e tomar banho. Peça ajuda em funções que sejam apropriadas à idade dela, seja arrumando a mesa, guardando os brinquedos, regando as plantas, dando comida ao cachorro etc. Isso ajudará no seu desenvolvimento. 

- Quando perceber que a criança está com medo de realizar alguma tarefa, primeiro entenda a
razão deste medo e a encoraje a enfrentar a situação. 

Por fim, vale lembrar: nenhum excesso é saudável! Sermos presentes e cuidarmos com todo amor dos nossos filhos é essencial, mas excesso de zelo tende a trazer consequências ruins. 


Estimular a independência de seu filho é um grande passo para ajudá-lo a se tornar um adulto seguro, responsável e capaz de resolver seus próprios problemas com maturidade e clareza.


Hoje trago mais uma dica especial de programação para toda a família... Afinal, não sei vocês, mas eu adoro espetáculos assim!

A Bela e a Fera – A História Encantada estará em apresentação de 25/03 a 25/06, aos sábados e domingos, às 16h, no Teatro Fernando Torres, em São Paulo.

O bom é que temos várias opções de datas para ir, né? Não tem desculpas! (Rsrs) O único fim de semana que não terá apresentações é o dos dias 10 e 11 de junho.

A Bela e a Fera – A História Encantada é um espetáculo musical inspirado na história de Jeanne-Marie Le Prince de Beaumont, e passa uma mensagem interessante: a importância de enxergar além das aparências.

Dos mesmos realizadores de “Branca de Neve – Musical encantado” e “Pinocchio – Uma aventura teatral mágica”, a peça conta com 35 profissionais envolvidos, 10 atores, lindos figurinos, 5 cenários e efeitos especiais para recriar toda a magia que envolve o conto.

O espetáculo

Era uma vez, num país distante, um jovem príncipe que vivia num reluzente castelo e embora tivesse tudo que quisesse, era mimado, egoísta e insensível.

Numa noite de inverno, uma velha mendiga veio ao castelo e ofereceu a ele uma simples rosa em troca de abrigo para o frio. Repugnado pela feiura dela, o príncipe zombou da oferta e mandou a velhinha embora.

Quando ele voltou a expulsá-la a velhinha se torna uma bela feiticeira. O príncipe tentou se desculpar, mas era tarde demais, pois ela percebeu que não havia amor no coração dele e, como castigo, o transformou numa fera horrenda e rogou uma praga no castelo e em todos que lá viviam.

A rosa que ela lhe ofereceu era encantada e iria florescer durante poucos anos. Se ele aprendesse a amar alguém e fosse retribuído antes que a última pétala caísse, então, o feitiço estaria desfeito, senão ele estaria condenado a permanecer Fera para sempre.

Com o passar dos anos ele ficou desiludido e perdeu toda a esperança. Certo dia a jovem Bela toma o lugar de seu pai que foi preso no castelo da fera. Com o convívio ela o ensina a ser cortês e respeitoso, e a história ganha um novo rumo.

Vou conferir com certeza! E vocês? A classificação é livre.

Horários

de 25/03/2017 a 25/06/2017 

Sáb e Dom

16h00

*Não haverá sessão nos dias 10 e 11 de junho.

Teatro Fernando Torres

Rua Padre Estevão Pernet 588, Tatuapé

São Paulo, SP

03315-000

Brasil

Ingressos: compre pelo https://www.ingressorapido.com.br/compra/?id=56731#!/tickets




Hoje trago mais uma dica bacana para toda a família: Shrek, o ogro mais famoso das histórias infantis volta aos palcos em “Shrek, O musical”, que está em curtíssima temporada no Teatro Arthur Rubinstein, do Clube Hebraica, em São Paulo. Mas, ainda dá tempo de aproveitar! Tem apresentações até 30/04 aos domingos e em dois sábados.

Depois de passar por 15 países, a peça (uma montagem original da Broadway, que foi baseada no filme produzido pela DreamWorks em 2001, e no livro “Shrek!”, de William Steig) ganha uma nova montagem com adaptação de Maiza Tempesta, direção artística de Marcelo Klabin e produção da Hebraica - numa parceria entre o Teatro Jovem da Hebraica e o TeenBroadway, reunindo mais de 40 atores em cena.

Sinopse

Vivendo sozinho em seu pântano, o rabugento ogro Shrek um dia é surpreendido por um grupo de criaturas dos contos de fada que ali foram despejadas por ordem de Lord Farquaad, um excêntrico e nada amigável nobre.

Irritado com a bagunça em que seu lar se tornou, Shrek decide ir até Duloc, onde vive o Lord Farquaad, na esperança de conseguir a paz de seu pântano de volta.

Ao longo de sua jornada ele conhece um Burro Falante, que vai ajudá-lo na missão de resgatar Fiona, uma princesa muito temperamental que espera ansiosamente por seu príncipe encantado.

Para comprar os ingressos, acesse: http://www.aloingressos.com.br/shrek

O Teatro Arthur Rubinstein fica no Clube Hebraica, na Rua Hungria, 1000 – Pinheiros, em São Paulo.





Vocês sabem que adoro compartilhar dicas de eventos bacanas para toda a família, né? E o próximo espetáculo que pretendo ver com as crianças é “Branca de Neve e Zangado”, que estará em exibição de 11 a 26 de março, aos sábados e domingos, às 15h, no Teatro Frei Caneca em São Paulo.

Já imaginou um final diferente para a clássica história da Branca de Neve e os Sete Anões? É isso que o espetáculo traz para o público. 

O espetáculo tem Juliana Baroni no papel principal e também como produtora. Já para Mira Haar, o projeto é retorno aos palcos como diretora, depois do estrondoso sucesso de Castelo Rá-Tim-Bum. As duas, que estão no elenco de Cúmplices de um Resgate, também convidaram para o projeto outros atores da novela infantil do SBT: Giovanni Venturini (como Zangado), Tania Bondezan (como Rainha Má), Murilo Meola (como Caçador e Rei) e Thiago Amaral (como Espelho e Príncipe). Danielle Di Donato, a única do elenco que não é de “Cúmplices”, assume o papel da Feiticeira. A montagem é cheia de humor, mas também aborda assuntos como o respeito às diferenças.

BRANCA DE NEVE E ZANGADO 
Sábado e Domingo, às 15h00
11 de março a 26 de março



Plateia

Inteira R$ 60,00

Meia-Entrada R$ 30,00



Autor - Eduardo Moreira

Direção - Mira Haar

Produção - Juliana Baroni

Elenco - Juliana Baroni, Giovanni Venturini, Tania Bondezan, Thiago Amaral, Murilo Meola e Danielle Di Donato

Direção musical e coreografia - Renato Belini

Direção de produção: Rosangela Longhi

Cenário - Mira Haar

Figurinos - Cristiane Candido

Trilha sonora - Eduardo Moreira e Renato Bellini

Iluminação - Wagner Freire

Gerência administrativa - Flandia Mattar.

Classificação: Censura Livre.









Nós, pais, ouvimos e lemos muito a respeito da importância de brincarmos, de fato, com nossos filhos, não é mesmo?! Mas, certa vez, li sobre a importância de a criança também brincar sozinha e fui pesquisar mais a fundo o assunto, que hoje compartilho com vocês! 

Vale lembrar que não sou nenhuma especialista, mas, sim, uma mãe que gosta muito de pesquisar em fontes confiáveis (blogs e canais de psicólogas etc.) sobre assuntos comportamentais do universo infantil!

Se você está se perguntando por que é importante a criança brincar sozinha, a resposta é simples: brincar sozinha permite que a criança desenvolva sua autonomia e sua imaginação... Isso porque, nesse momento, ela pode falar alto, interagir com personagens e emoções criados por ela mesma, e muito mais!

Porém, muitas vezes, a criança encontra dificuldades em brincar sozinha. E isso é muito aceitável, afinal, desde que nasceu, ela viu ali seus pais superdisponíveis, correndo para brincar com ela, ofertando seu tempo... O que, é claro, é maravilhoso e essencial!

Mas existe também um outro aprendizado importante para acontecer, que é exatamente neste sentido de a criança aprender a brincar só: de aprender a entrar nesse mundo da imaginação, a descobrir a brincadeira que naturalmente está dentro dela!

Cada criança é única e, em alguns casos, os pequenos precisam de um “empurrãozinho” para aprenderem a brincar sozinhos. E como podemos ajudar? Não é tão difícil como parece! Após toda minha pesquisa, reuni algumas dicas que compartilho abaixo com vocês!

Como incentivar a criança a brincar sozinha

O quadro mais comum é o seguinte: a criança está ali em casa com a energia a mil, enquanto os adultos estão ocupados (seja fazendo algo na casa, seja trabalhando etc.)... Ela começa então a chamar os pais para a brincadeira, querendo atenção...

É exatamente neste momento que nós, pais, podemos aproveitar para dizer: “olha, estamos ocupados agora. Mas pega seu brinquedo ali e se diverte até terminarmos nossas tarefas... depois fazemos algo todos juntos!”.

É aceitável que a criança (especialmente aquelas entre os 3 e 6 anos), neste momento, se sinta até um pouco “perdida”, não saiba o que fazer, afinal, conta sempre com a presença dos adultos para brincar. Então, é bem aí que entra o estímulo dos pais: podemos dar o “start” à brincadeira. Mostrar caminhos para que a criança consiga transformar toda sua energia numa ação (brincadeira).

O adulto (seja o pai, seja a mãe ou até algum irmão mais velho) deve parar por alguns minutinhos sua tarefa e acompanhar o pequeno até a sala, por exemplo: “olha, por que você não brinca com todos esses carrinhos?!”. 

Ajudar, a partir daí, também a organizar a brincadeira, seja, por exemplo, montando “a pista” onde os carrinhos vão correr, tirando todos os carrinhos que estavam guardados e colocando-os lado a lado... Pegando papel e canetinhas e estimulando que a criança faça diferentes tipos de desenhos, entre outras mil e uma possibilidades!

Na hora que o adulto perceber que a criança “entrou na brincadeira”, pode falar: “olha, agora eu vou voltar a fazer o que eu estava fazendo e você continua brincando...”. 

Pode ainda combinar “daqui a pouco você leva os desenhos que fez lá para eu ver, ok?”, ou ainda, “assim que eu terminar minha tarefa, volto para você me mostrar o que fez com as massinhas” etc. Assim, a criança ganha “incentivos” ao longo da brincadeira, tem um estímulo a mais. 

É claro que, em certo momento, a brincadeira começa a ter uma “queda de investimento” por parte da criança... E isso é uma informação para nós, mostrando que já é hora de “guardar tudo” e/ou incentivar uma nova atividade (caso não seja ainda a hora de dormir, de tomar banho ou de fazer outra coisa).

A criança pode, inclusive, ser convidada a ajudar a guardar o material/brinquedo que estava usando – isso, é claro, quando feito de “forma leve”, torna-se uma diversão a mais para o pequeno!

Vale lembrar, por fim, que o equilíbrio entre a criança brincar só e a criança brincar com os adultos é muito importante! Uma ação não exclui a outra! 

Afinal, são nos momentos de brincadeiras com nossos filhos que temos a oportunidade maior de reparar no desenvolvimento deles, além de permitir a aproximação, a intimidade, enfim, tudo que é tão essencial entre pais e filhos!

Por outro lado, também é importante que nós, adultos, consigamos seguir nossa rotina, exatamente enquanto permitimos que nosso(a) filho(a) continue sendo criança – isso é, brincando e conseguindo se divertir, liberar sua energia sem depender exclusivamente da participação de um adulto.







É automático para a maioria dos pais, ao pegar a criança na escola, dizer: “e aí, como foi na escola hoje?”.

Porém, é fato que nem sempre esta pergunta rende boas respostas, não é mesmo? Geralmente a criança responde algo do tipo “foi tudo bem” ou “legal”.

Ou, seja, na maioria das vezes, a pergunta não funciona!

E é claro que nós, pais, perguntamos com as melhores das intenções: queremos bater um papo com nosso(s) filho(s), além de acompanhar a rotina dele(s) na escola. 

Mas, se queremos que realmente a pergunta “renda”, talvez o segredo esteja em melhor formular a questão! Abaixo compartilho com vocês alternativas para usar no lugar do “CFNEH?”!

1. Qual foi a coisa mais legal que aconteceu hoje na escola? (pode ser também a coisa mais chata, mais engraçada etc.)

2. Me conta uma coisa que fez você dar risada hoje na escola!

3. Quem são os colegas mais legais da sua sala? E os mais chatos?

4. Se eu encontrasse com a sua professora no supermercado hoje e perguntasse sobre você, o que será que ela ia dizer?

5. Você ajudou alguém na escola hoje?

6. Você pode me ensinar algo que te ensinaram hoje na escola? 

7. Qual foi a parte mais bacana do seu dia?

8. O que você tem feito nos momentos de intervalo? 

9. Qual você é a palavra preferida da sua professora? Uma que ela vive falando?

10. Se a escola fosse sua, o que você faria com ela?

11. Quem é a pessoa mais engraçada da sua classe? Me conta uma coisa legal que ela fez ou falou hoje.

12. De todos os objetos que estão dentro do seu estojo, quem é o que trabalha mais? Por quê?

Já tinha parado para pensar nisso? Claro, não é nada científico, mas é uma dica prática para que nós, pais, consigamos conversar melhor com nossos filhos e, assim, acompanhar melhor a rotina deles na escola, de forma “leve” e divertida!







A espera de um bebê é sempre motivo de muita alegria para toda a família. Porém, quando já se tem um pequeno em casa, pode também se tornar um motivo de preocupação... Isso porque, nem sempre o primogênito aceita esse presente com muita alegria inicialmente.

Alguns primogênitos passam a se sentir inseguros e com medo quando recebem a notícia e/ou quando o novo irmão nasce. E isso pode gerar um sentimento que talvez a criança nunca tenha tido e que provavelmente ela nem sabe o que significa ao certo: o ciúme.

A demonstração de ciúme pode variar: é comum aparecem, por exemplo, reações agressivas em relação ao bebê, desobediência, episódios de choros sem motivo, birras e até regressão em alguns comportamentos (como querer usar a chupeta, mamadeira ou ter que usar fralda novamente e ter fala mais infantilizada). 

A verdade é que esses comportamentos têm um único objetivo: chamar a atenção da família – que o primogênito acredita estar preocupada somente com o novo membro.

A situação, por mais difícil que pareça, é natural e deve ser trabalhada normalmente no dia a dia, com muita conversa e compreensão. Afinal, a chegada de mais um membro na família pode parecer, para o primogênito, uma ameaça, significando que ele vai “perder o amor e o carinho de seus pais”. 

Assim, ele entende que o ato de se jogar no shopping, beliscar o irmão ou dar um escândalo na frente das visitas acaba resultando na atenção que ele espera (só que de forma negativa).

Neste contexto, como ajudar a criança? Confira algumas dicas simples, mas que fazem a diferença:

1º - Não espere que a criança tenha comportamentos inadequados para prestar atenção nela. Por mais cansativo que esteja sua rotina, divida seu tempo entre os cuidados com o mais novo e o mais velho. Quando a mãe está com o mais novo, por exemplo, é importante o pai estar com o mais velho, e vice-versa.

2º - Envolva a criança nos cuidados com o bebê, respeitando, é claro, suas limitações. Peça para ele, por exemplo, pegar a fralda na gaveta, limpar a boquinha do irmãozinho, entre outras coisas fáceis.

3º - Elogie sempre os bons comportamentos (em vez de ficar só repreendendo os negativos). Abrace seu filho e mostre alegria por ele ter se comportado bem, ter tido demonstrações de carinho com o irmão mais novo etc.

4º - Quando a criança tiver um comportamento inadequado, não se exalte, pois
quanto mais importância você der para aquela ação, mais fará parecer que aquilo “está
fazendo sucesso”. Tente se mostrar indiferente ou corrija “com calma”, sem grandes manifestações.

5º - Converse sobre o assunto com a criança... Não “finja que você não percebeu” o que está acontecendo... Incentive-a a falar como está se sentindo, e deixe claro o quanto ela é amada e que existe espaço suficiente no seu coração para os dois filhos (e até outros que virão, se for o caso).

Enfim, quem já passou por isso, sabe que não é uma tarefa simples, na prática. No
entanto, podemos, sim, ajudar os pequenos a lidarem com esse sentimento tão
novo e conflitante. O fundamental é criar um ambiente de cumplicidade e aconchego, onde
a criança se sinta segura e possa participar da novidade com alegria!



Carnaval, para muita gente, é sinônimo de folia... Mas, para quem tem crianças, geralmente é sinônimo de programas em família, não é mesmo?

Para quem não vai viajar e está procurando algo legal para fazer, compartilho alguns programas que pesquisei e dicas do que fazer em Piracicaba e região:

Folia na Casa X

No dia 25/02, das 13h às 17h, tem Folia na Casa X, com desfile de fantasias. Os baixinhos devem ir caracterizados!

Crianças de até 4 anos devem estar acompanhadas de um responsável.



Carnaval no Sesc Piracicaba tem programação específica para o pequenos

Na programação de Carnaval do Sesc, tem opção de programa específico para as crianças!

27/2 – segunda – horário especial de funcionamento: 9h15 às 18h15

Artes manuais

Oficina de Construção de Eminhas e Cortejo Infantil
Confecção, a partir de papel e outros materiais, da ave símbolo do tradicional bloco piracicabano, o Bloco da Ema.

13h. Sala do Curumim. Grátis. Livre.

Crianças menores de 10 anos devem estar acompanhadas de um responsável

Shopping Piracicaba é sempre uma opção

Para quem quer curtir o feriadão “de forma mais light”, levar as crianças ao Shopping Piracicaba é sempre uma opção prática.

No Fair Play, parque de diversões localizado próximo à Praça de Alimentação Sul, tem opções de entretenimento para todas as idades. Vários brinquedos, jogos eletrônicos e microcomputadores fazem a alegria da garotada. Entre as atrações estão o Time Crisis 3 (emocionante jogo onde o participantes é o policial na caçada de bandidos), o Speed (carrossel de carrinhos) e games de última geração como o DeadStorm Pirates (jogo eletrônico que utiliza pistolas de luz). Há ainda um Simulador 3D, com as opções dos filmes Mina mal assombrada, Jet Pack, Parque aquático, Montanha russa no espaço, Corrida no espaço e Trenó no gelo.

Outra opção é a Hoverland, uma pista personalizada que recebe os clientes que quiserem se aventurar na atração, instalada no corredor no Mc Donalds. Com design inovador e futurista, o brinquedo é movido à bateria e controlado com movimentos do próprio corpo, por meio de um sistema de tração inteligente, que possibilita a mudança de direção em todos os sentidos, 360 graus. Para entrar na Hoverland é imprescindível o uso dos equipamentos de segurança: capacete, joelheiras, cotoveleiras e luvas de proteção. A pista comporta, simultaneamente, 25 participantes, com idade mínima de 4 anos. Os menores de 18 anos devem ter sua entrada autorizada por um responsável, que deve permanecer no local durante a brincadeira.

Localizado na Praça de Evento Sul, o Toy Park é mais uma opção de lazer infantil, onde os pais podem deixar as crianças com tranquilidade enquanto fazem suas compras. O espaço oferece opções para a faixa etária de 0 a 8 anos, distribuídas em três atrações: Baby Toy, Playground e Eletrônicos Interativos. O Baby Toy – exclusivo para crianças com até dois anos – é composto por linha de brinquedos próprios. No Playground (2 a 8 anos) estão à disposição casinha de bonecas (com cozinhas), escorregadores, piscina de bolinhas e muito mais. Também para a garotada de 2 a 8 anos, o Toy Park tem o Autorama e a Arena Game, composto por jogos Playstation 2, Playstation 3 e Xbox Kinect, projetados em tela de LCD 42”.

Já para quem quer levar as crianças ao cinema, Lego Batman é a única opção no momento. Confira as sessões no site: http://www.shoppingpiracicaba.com.br/Cinema .

Cristóvão Colombo tem matinê de Carnaval


Para quem é sócio do Cristóvão, uma boa opção é a Matinê de Carnaval com a presença de personagens infantis como Elsa (Frozen), Galinha Pintadinha etc. O evento acontece nos dias 26 e 28 de fevereiro, das 15h às 18h, com Telma Sturion e Banda.

Tem matinê no CCP

Para quem é sócio do Clube de Campo de Piracicaba (CCP), além de Carnaval todos os dias para os adultos, tem Matinê no domingo (26) e na terça-feira (28), às 15h, no Salão de Cristal.


Que tal um passeio no Shopping Dom Pedro?

Ir com toda a família para o Shopping Dom Pedro pode ser uma boa opção para aproveitar o feriado! Para as crianças até 12 anos tem programação especial! Elas estão convidadas para curtir o Bailinho de Carnaval.

A programação gratuita do Bailinho de Carnaval no Parque D. Pedro segue de 25 a 28/02 na Entrada da Alameda.

Ao som de marchinhas e músicas infantis, os pequenos foliões vão percorrer os corredores do Shopping em horários específicos além de participarem de oficina de pintura de rosto e máscaras.

Para entrar no clima, as crianças podem vir fantasiadas e com adereços, apenas não será permitido confete, serpentina e sprays.



Confira a programação completa:

Bailinho de Carnaval

Dias: 18 e 19/02 às 14h, 16h e 18h

Dias: 25 a 28/02 às 14h, 16h e 18h

Local: Concentração na Entrada das Águas (pergolado em frente da Alameda)

Idade: Até 12 anos

Gratuito

Oficinas 

Dias: 18 e 19/02/2017 às 13h, 15h e 17h

Dias: 25 a 28/02/2017 às 13h, 15h e 17h

Local: Concentração na Entrada das Águas (pergolado em frente da Alameda)

Idade: Até 12 anos

Gratuito





Pessoal, hoje trago uma dica bacana de programação para fazer com as crianças. Vocês sabiam que o espetáculo “Carrossel, O Musical” está em exibição no Teatro Santander do Shopping JK Iguatemi, em São Paulo?! Eu fui e amei, e as crianças também, claro!! 

Depois de um remake de sucesso na TV e de dois filmes que fizeram mais de cinco milhões de espectadores nos cinemas, as crianças da Escola Mundial e sua professora Helena voltam à cena, desta vez aos palcos e em formato de teatro musical.

O musical conta com elementos originais da novela, como parte do cenário da Escola Mundial e os uniformes dos alunos. Os personagens cantam e dançam a trilha sonora da novela de forma encantadora e muito envolvente! O cenário e os efeitos especiais são incríveis! Nos deixam “vidrados” mesmo na apresentação!

Mas, é bom destacar que as crianças que interpretam os personagens não são as mesmas da novela... As únicas atrizes que são originais do elenco da novela são: Rosanne Mulholland, que interpreta a professora Helena, e Márcia de Oliveira, a empregada Graça.


Minhas dicas

Recomendo o espetáculo a todas as mães e pais que buscam programações divertidas para toda a família no fim de semana! 

Aqui em casa amamos o espetáculo. O único ponto que achei negativo é que, na entrada do teatro, tem um monte de máquina de pipoca – o que, é claro, deixa as crianças “loucas”! Mas aí você compra a pipoca e eles não deixam entrar com ela no teatro. Então minha dica é comprar ao final ou com um tempinho de antecedência, para dar tempo de comer com calma.

Outra sugestão é: programar um fim de semana completo em São Paulo, levando as crianças assistirem ao espetáculo e depois comerem e darem uma volta no shopping JK Iguatemi, que é um shopping superbacana para toda a família (inclusive com muitas opções para as crianças)!

O melhor de tudo: todo mundo se diverte – as crianças e nós, adultos!

Mais sobre a peça

As crianças da Escola Mundial e sua professora Helena voltam à cena, desta vez aos palcos e em formato de teatro musical. A premiada autora e diretora Fernanda Maia escreveu o texto inédito, além de assinar a direção musical e co-assinar a direção geral com Zé Henrique de Paula (este também responsável pela direção artística do projeto).

Os alunos da Escola Mundial voltam das férias e reencontram sua amada professora Helena e a faxineira Graça (que são vividas por Rosane Mulholland e Márcia de Oliveira, atrizes originais da novela em participação especial no musical). A diretora Olivia (agora vivida por Chris Couto) tenta manter a ordem na escola, ao mesmo tempo em que busca consolo para uma desilusão amorosa por causa de seu pretendente Aderbal (papel de Roney Facchini).

O rico empresário e sua secretária Marlene (Rosana Penna) surgem na escola para uma visita de surpresa e acabam envolvidos numa história de suspense e aventura que envolvem um quadro antigo, um tesouro secreto, uma donzela apaixonada e o fantasma de um pirata espanhol (Patrick Amstalden). Depois de Cirilo passar por maus bocados nas mãos de vilões que tentam passar por mocinhos, a Patrulha Salvadora acaba por restabelecer a paz, em meio a uma emocionante história de amor.

A peça traz 13 personagens infantis originais da novela, representados por 2 elencos que se revezam. As 26 crianças de 8 a 12 anos foram selecionadas entre 850 inscritos durante as audições e interpretam os personagens que fazem a Escola Mundial vibrar de animação: Maria Joaquina, Cirilo, Laura, Jaime, Alícia, Carmen, Daniel, Marcelina, Valéria, Mário, Marcelina, Paulo e Kokimoto. 



Serviço

A peça fica em exibição até 5 de março. De sexta, às 20h. Sábados, às 16h e 20h. Domingos, às 11h e 15h. Os preços variam de R$80 a R$150. Para saber mais: http://www.teatrosantander.com.br/programacao/carrossel-o-musical

Endereço: Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 2041 - Itaim Bibi, São Paulo – SP.