A culpa que sentimos no nosso dia a dia enquanto pais

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Hoje decidi abordar um tema muito frequente na nossa vida de mãe. E, sobretudo, um tema que, na maioria das vezes, passa despercebido – mas que, vocês perceberão, ao final desta reflexão, que merece toda a atenção!

Você costuma se culpar? Por exemplo, “porque se descontrolou e ficou brava”, “porque usou uma frase de um jeito mais agressivo”, “porque não conseguiu estar tão presente com seu filho em meio aquela semana agitada”, “porque não teve paciência para ouvir o que ele queria te dizer”?!

Não há como negar, esses são fatos corriqueiros no nosso dia a dia de pais, principalmente porque somos adultos que trabalhamos, nos esforçamos e, claro, queremos o melhor para nossos filhos!

E parece até “inofensivo” sentir culpa, né? Mas não é! É preciso parar pra pensar que a culpa tem toda uma interferência no processo de educação.

Sim, a culpa, muitas vezes, é inevitável, afinal, funciona a todo vapor dentro de nossas mentes (e, de repente, nos damos conta de que não queríamos ter feito ou falado tal coisa, por exemplo).

Mas, quando ficamos “remoendo” um momento que passou – ou seja, sentindo culpa por algo que falamos, fizemos ou até deixamos de fazer –, estamos presos ao momento passado! E assim, consequentemente, não estamos “disponíveis para o momento presente”. 

Você já reparou que, às vezes, a culpa parece mesmo “tomar conta da gente”?! Ficamos “nos maltratando”, pensando naquilo o dia todo e até nos distraímos em relação ao que temos que fazer agora! 

E é exatamente nesses momentos que devemos parar, respirar e refletir: somos seres humanos e estamos em constante processo de aprendizagem. Não é porque somos pais que nos tornamos “seres humanos perfeitos”; não somos e, na verdade, nunca seremos “pais perfeitos”. 

Parece bobagem, mas parar e lembrar que estamos aprendendo nos faz atravessar esse momento (de culpa) com muito mais clareza, nos trazendo “de volta à realidade”. 

Quando estamos presentes, vivendo “o agora”, temos muito mais a acrescentar na vida de nossos filhos: afinal, estamos aqui, disponíveis!

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Responsabilidade e aprendizado

Em vez da culpa, devemos nos responsabilizar pelas coisas. Pois a responsabilidade traz a energia para o momento presente; e nos possibilita escolher diferente. Você percebe que “não deveria ter falado daquela maneira”, pede desculpas e segue em frente, tendo em mente que você não quer mais aquele tipo de comportamento para suas relações. 

Ou seja, você usa a experiência negativa (porque é inevitável não pensar nela); mas não com a “mente de julgamento”, mas, sim, com a “mente de aprendizagem”.

Compreensão

Somos tão compreensivos com as pessoas que amamos, né?! Não conseguimos, por exemplo, ficar bravos por muito tempo com nossos filhos, mesmo quando eles fazem “algo errado”! Então, que sejamos também compreensivos com nós mesmos! 

Temos que nos amar, nos respeitar, lembrar sempre que estamos aprendendo! Devemos, sim, reconhecer nossas falhas, mas olhar pra elas com tranquilidade, com amor! Existe também uma “criança em pleno processo de aprendizagem” dentro nós, e ela também merece todo cuidado.

Afinal, a crítica, o julgamento nos assustam; mas não ensinam! A culpa pode até parecer “inofensiva”, mas, com o passar do tempo, se não for “olhada com atenção”, pode prejudicar significativamente nossa forma de lidar com a vida e com nós mesmos.

Enfim, termino essa reflexão, deixando meu sincero “conselho”: reconheça seus erros e suas falhas enquanto mãe/pai; mas lembre-se que é muito mais forte do que eles; e comprometa-se, somente, a não repeti-los... sem estresse, sem grandes críticas! 

Lembre-se, por fim, que somos pais em constante processo de aprendizagem; vamos cometer erros, mas eles acontecem exatamente para que possamos aprender!