A importância de preparar o filho mais velho para a chegada do irmãozinho

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Sim, a missão também é nossa! Parece até óbvio demais que dois irmãos tenham uma ótima convivência, enfim, que simplesmente se amem!

Mas, na prática, nem sempre é tão simples como parece! Muitas vezes, o filho mais velho se incomoda bastante com o nascimento do irmão mais novo, por exemplo. E, se não houver posicionamento e estímulo por parte dos pais, essa situação pode se agravar com o decorrer dos anos, gerando ciúmes e competição entre irmãos.

É fundamental que, ao decidirem ou descobrirem que terão mais um filho, os pais comecem o quanto antes a preparar (claro que de forma natural) o mais velho para a chegada do irmão. Ele precisa saber que um irmãozinho chegará para “somar” à vida dele, mas nunca para “roubar o lugar que ele ocupa”. 

Após o nascimento do segundo filho, outro ponto superimportante é mostrar para o primeiro que, apesar de o bebê estar demandando mais cuidados naquele momento, não existe um favorito: é fundamental lembrar que ele também já foi um bebezinho, precisou e recebeu cuidados especiais, típicos daquele momento de vida. 

É sempre interessante que, por exemplo, quando a mãe estiver cuidando do bebê, o pai esteja com o irmão mais velho, e vice-versa. Além disso, “reservar” um tempinho dos pais com cada um dos filhos é superlegal para o desenvolvimento deles. Então, se for o caso, não se sinta mal por deixar o mais novo com a avó e, quem sabe, pegar um cineminha com o mais velho.

Envolva o mais velho o máximo possível nas expectativas com a chegada do irmãozinho. Mas, é claro, de forma leve, sutil, sem falar disso o dia todo (o que poderia causar efeito contrário, deixando o filho mais velho preocupado e bravo com o novo membro da família que está para chegar). 

Estimule a interação entre os irmãos. Sempre quando estiverem brincando com o bebê, chame o irmão mais velho para participar da brincadeira. Comente “veja como seu irmãozinho olha com interesse para você!”, entre outras coisas, que farão com que ele tenha mais interesse de estar sempre perto do irmão mais novo, acompanhando seu crescimento.

Atitudes simples como, por exemplo, convidar o irmão mais velho a tirar uma foto dos pais com o bebê no colo e, depois, sair numa foto (tirada pelo pai) com a mãe e o irmãozinho, podem fazer toda a diferença! 

Mas, cuidado, não diga “você é responsável pelo seu irmãozinho”, “você tem que cuidar dele que é um bebê”, ou algo do tipo, pois esse “peso” de uma suposta responsabilidade muito precoce pode fazer seu filho mais velho “pular etapas”, e até adquirir uma certa revolta em relação ao mais novo. 
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Amor e união para sempre


Engana-se, porém, quem pensa que esse incentivo ao amor entre irmãos é exclusivo ao período da espera e do nascimento do segundo filho. Independentemente da idade das crianças e também de quantos filhos os pais têm, esse deve ser um processo constante, deve se tornar natural e permear tudo que acontece na casa e na vida da família.

Atitudes simples fazem toda a diferença. Por isso, os pais devem sempre ser justos com seus filhos, nunca favorecendo um ou outro. Frases como, por exemplo, “João, arrume a sala, porque com certeza foi você quem fez essa bagunça toda, já que sua irmã é muito mais organizada e nunca deixaria esse monte de coisa jogada aí” ou “João você vai ficar de castigo por ter incentivado sua irmã a fazer toda essa sujeira, pois ela não faria sozinha”, nunca devem ser ditas. 

Aliás, talvez o mais importante seja exatamente nunca comparar os irmãos! Comentários como “o João é tão estudioso, mas o José... é muito preguiçoso” podem até parecer inofensivos, mas são geralmente prejudiciais aos filhos, independentemente da idade. Cada filho é único e tem seu jeitinho especial, e isso deve ser sempre respeitado pelos pais!

Nunca incentive um irmão a “dedar” o outro; nem estimule disputas entre eles, como, por exemplo, “quem estudar mais hoje ganhará um presente”. 

Ainda que exista uma boa diferença de idade, tente ao máximo incentivá-los a fazerem coisas juntos, a brincarem, a fazerem programas como passeio no parque ou ida ao cinema, a jogarem bola, a desenharem etc. 

Fale sempre sobre as vantagens de se ter irmão(s), tanto na infância como na vida adulta. Tente mostrar isso também com exemplos: se tiver irmãos, mostre como a convivência com eles é importante para você; o quanto vocês se divertiram na infância e como se divertem hoje em dia, agora que são adultos. (Mas, se não tiver irmãos, isso também não será um empecilho). 

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Deixe sempre claro que um filho nunca ocupará “o lugar” do outro; que cada um é especial para os pais a seu modo; e, sobretudo, que eles devem se amar, se respeitar, se ajudar e permanecerem cúmplices para sempre!