Autoestima dos nossos filhos por Alessandra Netti - I

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Já faz um bom tempo que me comprometi a escrever sobre autoestima. Comecei a perceber que as palavras não vinham, as ideias estavam bloqueadas na minha mente ou no meu coração.

Quis entender o porquê! Será que a minha autoestima estava tão baixa a ponto de eu não conseguir escrever?! Será que estou contribuindo efetivamente para uma autoestima saudável dos meus filhos? O que me impedia de escrever? Já havia tentado várias vezes, mas as palavras fugiam de mim!! 

Passei a observar melhor as crianças, as atitudes, as brincadeiras, a maneira como conversavam entre eles. E isso me fez refletir no tempo...

Viagem rapidamente no tempo comigo! Tentem se lembrar de seus avós. Como eles contavam que era a vida na época deles. O que passaram, como foi a infância deles. Muitos poderão dizer: DIFÍCIL. Foi um período onde as crianças não tinham muita importância como hoje. Muitos trabalharam desde novos. Os professores eram enérgicos assim como seus pais.

As gerações anteriores tiveram ensinamentos sobre a autoestima? Muito pouco, se pensarmos positivamente. E, ainda assim, tivemos homens e mulheres fortes!

Hoje, percebo que muitos pais estão atentos à autoestima dos filhos. Mas o que tenho percebido é que, ainda assim, não estamos vendo crianças seguras, tranquilas e felizes. São crianças tentando provar algo, para esconder uma enorme insegurança! Que precisam TER coisas para se sentir amados e felizes. 

Parem tudo!! Isso não é autoestima!! Quero falar, daqui pra frente, sobre a autoestima em alguns “capítulos”, mas, antes, precisava refletir sobre o tema.

Acredito que muitos pais se sentiram enfraquecidos em suas infâncias e agora estão perdidos com relação aos próprios filhos. Estar perdido, diga-se de passagem, é absolutamente normal e saudável.

Porém, atentar-se ao que feria na própria infância e perceber que essa infância era sua e não a do seu filho, os liberta para viverem a própria história!

Os filhos sempre trarão resgates internos e enfrentar isso, às vezes, pode ser difícil.

Autoestima é saber que somos todos iguais. Todos aprendizes, falhos e aspirantes de um mundo melhor. É respeitar a si mesmo.

Tenho acreditado que trabalhar a autoestima deve ter, como base, a força do amor, a força do que é correto e fazer de nossos filhos seres íntegros, fortes e corajosos para enfrentarem a vida.

Até a próxima!!