A importância de ensinar a criança a respeitar as diferenças

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Este é um assunto que pode até parecer banal, mas é muito importante: temos que ensinar nossos filhos a respeitarem as diferenças. E isso já pode/deve começar no dia a dia deles na escola, por exemplo.

Para começar... Vivemos num país grande e multicultural, onde a linguagem e os hábitos se diferenciam de região para região, não é mesmo? Até por isso, às vezes, é comum a intolerância se apresentar em algum momento. 

Mas não para por aí, visto que cada pessoa é única, não só fisicamente, mas também na forma de pensar, agir, sentir... E, por mais óbvio que isso possa parecer, a verdade é que até nós, adultos, temos que nos policiar muitas vezes para não fazermos pré-julgamentos e para, também, sabermos lidar com as diferenças, não é verdade?

E exatamente porque esta é uma realidade, temos que aproveitar os primeiros anos de vida dos nossos filhos para ensiná-los a respeitar as diferenças. Temos que ensinar isso diariamente, não só na teoria, mas também na prática... Afinal, somos exemplos para eles!

Ninguém é igual a ninguém

Este, por mais “batido” que pareça, é o primeiro passo: temos que explicar para nossos filhos que ninguém é igual a ninguém. E que é exatamente isso que faz das pessoas tão especiais, cada uma a seu modo. 

Podemos usar exemplos banais: “que graça teria se todas as crianças gostassem somente da cor azul?”; “que graça teria se todos os alunos chegassem com a mesma mochila na escola?”; “seria legal se todos os alunos tivessem a mesma cor de cabelos e os usassem sempre iguais?”; “seria legal se todos os amiguinhos da escola falassem sobre os mesmos assuntos e gostassem de brincar das mesmas coisas?” etc.

Com comentários simples como esses, a criança tende a entender melhor que as diferenças existem e que são totalmente positivas! Óculos, altura, peso, raça, aparelhos ortodônticos, tipo de cabelo etc. são, infelizmente, fatores que podem se tornar “piadas” se não estimularmos diariamente nossos filhos a lidarem com as diferenças!

Não às comparações

“Fulano sabe jogar futebol, e eu não sei”, “A coleguinha tirou nota 10 e eu não” ou ainda, “Eu tenho um tênis bonito, e meu amigo não”... É quando ouvimos esses tipos de comentários que temos que aproveitar também para reforçar que as pessoas são diferentes, e que isto é ótimo.

Mas temos, sobretudo, que dar o exemplo. Porque se nós, pais/adultos, fazemos o tempo todo comparações; como podemos esperar que nossos filhos não façam?!

Convívio com as diferenças

É exatamente a convivência com as diferenças que fará a criança amadurecer, a respeitar o próximo e tudo aquilo que a cerca. E é fato que a escola é o primeiro grupo social da criança, depois da família. Então, são com situações cotidianas que acontecem na escola, e que geralmente os pequenos vêm nos contar, que podemos reforçar a importância de respeitar as diferenças. 

Temos que incentivar, por exemplo, nossos filhos a respeitarem os mais velhos, tanto os familiares (pais, avós, tios etc.) como os professores, coordenadores e outros profissionais da escola, os pais dos amiguinhos; a respeitarem os animais; a respeitarem as opiniões e gostos dos amiguinhos da escola e das pessoas em geral etc.

Enfim, na prática, não existe uma “fórmula de sucesso”, até mesmo porque nós, pais/adultos, erramos muitas vezes quando temos que lidar com as diferenças... Somos humanos e diariamente cometemos falhas... Exatamente por isso temos que nos policiar! 

Falar mal das pessoas na frente das crianças, por exemplo, é uma atitude que prejudica muito o ensinamento. 

Se esperamos que nossos filhos respeitem o próximo e tornem-se adultos educados, temos que respeitar também! Temos que permitir que a criança aprenda assistindo o nosso exemplo! 

Temos também que ouvir, se for o caso, as queixas dos professores e educadores da escola a respeito dos nossos filhos e nunca ignorá-las. Mas, sim, vermos o que podemos fazer para “corrigir” certas atitudes.

É também muito importante “chamar a atenção” da criança caso a veja desrespeitando outras pessoas, os animais, o meio ambiente e, até mesmo, coisas (devemos, por exemplo, falar da importância de tomar cuidado ao mexer nas coisas dos outros ou naquelas coisas que são um bem comum). 

Enfim, são “dicas básicas”, mas que muitas vezes passam despercebidas, mas, às quais devemos, enquanto pais, estarmos atentos sempre!