Sobre as férias e “Sing – quem canta seus males espanta”



Quando chegam as férias, tento ao máximo fazer os mais variados programas com as crianças. E, nesta semana, a Luisa me pediu para ir ao cinema assistir ao filme “Sing – quem canta seus males espanta”. Fomos e adoramos!

A qualidade gráfica da animação é ótima, os personagens são fofinhos, divertidos e cheios de personalidade. Isso, por si só, já encanta as crianças, mas o que mais me surpreendeu é que o roteiro também é interessante e deixa até nós, adultos, entretidos, querendo saber o desenrolar da história de cada personagem.

Outro ponto superpositivo é que o filme nos presenteia com várias músicas – a maioria delas bastante atuais e populares –, o que é, aliás, uma das principais propostas do filme. 

Mas, muito mais do que uma “historinha boba que a gente começa a assistir e já sabe o que vai acontecer no final”, o filme traz lições interessantes, como, por exemplo, a importância de se fazer aquilo que se ama (que, no caso, é cantar); de correr atrás dos sonhos (ainda que algumas pessoas desconfiem de sua capacidade) e não desistir. E, em resumo, a mensagem que, acredito ser a principal, é: "sabe qual é o lado bom de chegar ao fundo do poço? Só dá pra ir numa direção, que é pra cima!”.

O filme traz vários personagens interessantes, mas duas histórias me chamaram mais a atenção, acredito que por entrar na questão dos relacionamentos familiares: no primeiro caso, a porquinha Rosita é apaixonada por música, mas mal tem tempo em pensar nisso, pois “se desdobra em 1000” para cuidar dos 25 filhos e de todas as tarefas da casa. Seu marido está sempre cansado e nem nota a presença dela e a importância de todas as suas ações diárias. (O que muda com o decorrer do filme, mas não vou estragar a surpresa! Rsrsrs)

E a segunda história é do gorila Johnny, que tem o sonho de ser músico, mas é rejeitado pelo pai por isso, já que o mesmo comanda uma gangue de criminosos e pressiona seu filho a fazer parte dela.

Bom, não vou contar mais detalhes da história, pois acredito que muita gente ainda não tenha visto o filme. E acho que as férias agora são uma ótima oportunidade para assisti-lo. Eu, particularmente, gostei e acredito que as crianças também vão adorar!

Talvez, a única “crítica” que eu tenha é em relação à dublagem: alguns dos dubladores são de fato atores e conseguem interpretar bem o papel do personagem, mas o filme conta também com alguns cantores brasileiros no elenco de dublagem e, em alguns casos, eles deixam a desejar na interpretação – o que fica óbvio quando os personagens estão tendo um diálogo e depois resolvem cantar (há uma boa diferença até mesmo no tom de voz, já que as músicas cantadas são do áudio original da animação). 


Mas, no geral, o filme é muito bom e eu indico para todos os pais e seus filhos!