A importância do brincar só



Nós, pais, ouvimos e lemos muito a respeito da importância de brincarmos, de fato, com nossos filhos, não é mesmo?! Mas, certa vez, li sobre a importância de a criança também brincar sozinha e fui pesquisar mais a fundo o assunto, que hoje compartilho com vocês! 

Vale lembrar que não sou nenhuma especialista, mas, sim, uma mãe que gosta muito de pesquisar em fontes confiáveis (blogs e canais de psicólogas etc.) sobre assuntos comportamentais do universo infantil!

Se você está se perguntando por que é importante a criança brincar sozinha, a resposta é simples: brincar sozinha permite que a criança desenvolva sua autonomia e sua imaginação... Isso porque, nesse momento, ela pode falar alto, interagir com personagens e emoções criados por ela mesma, e muito mais!

Porém, muitas vezes, a criança encontra dificuldades em brincar sozinha. E isso é muito aceitável, afinal, desde que nasceu, ela viu ali seus pais superdisponíveis, correndo para brincar com ela, ofertando seu tempo... O que, é claro, é maravilhoso e essencial!

Mas existe também um outro aprendizado importante para acontecer, que é exatamente neste sentido de a criança aprender a brincar só: de aprender a entrar nesse mundo da imaginação, a descobrir a brincadeira que naturalmente está dentro dela!

Cada criança é única e, em alguns casos, os pequenos precisam de um “empurrãozinho” para aprenderem a brincar sozinhos. E como podemos ajudar? Não é tão difícil como parece! Após toda minha pesquisa, reuni algumas dicas que compartilho abaixo com vocês!

Como incentivar a criança a brincar sozinha

O quadro mais comum é o seguinte: a criança está ali em casa com a energia a mil, enquanto os adultos estão ocupados (seja fazendo algo na casa, seja trabalhando etc.)... Ela começa então a chamar os pais para a brincadeira, querendo atenção...

É exatamente neste momento que nós, pais, podemos aproveitar para dizer: “olha, estamos ocupados agora. Mas pega seu brinquedo ali e se diverte até terminarmos nossas tarefas... depois fazemos algo todos juntos!”.

É aceitável que a criança (especialmente aquelas entre os 3 e 6 anos), neste momento, se sinta até um pouco “perdida”, não saiba o que fazer, afinal, conta sempre com a presença dos adultos para brincar. Então, é bem aí que entra o estímulo dos pais: podemos dar o “start” à brincadeira. Mostrar caminhos para que a criança consiga transformar toda sua energia numa ação (brincadeira).

O adulto (seja o pai, seja a mãe ou até algum irmão mais velho) deve parar por alguns minutinhos sua tarefa e acompanhar o pequeno até a sala, por exemplo: “olha, por que você não brinca com todos esses carrinhos?!”. 

Ajudar, a partir daí, também a organizar a brincadeira, seja, por exemplo, montando “a pista” onde os carrinhos vão correr, tirando todos os carrinhos que estavam guardados e colocando-os lado a lado... Pegando papel e canetinhas e estimulando que a criança faça diferentes tipos de desenhos, entre outras mil e uma possibilidades!

Na hora que o adulto perceber que a criança “entrou na brincadeira”, pode falar: “olha, agora eu vou voltar a fazer o que eu estava fazendo e você continua brincando...”. 

Pode ainda combinar “daqui a pouco você leva os desenhos que fez lá para eu ver, ok?”, ou ainda, “assim que eu terminar minha tarefa, volto para você me mostrar o que fez com as massinhas” etc. Assim, a criança ganha “incentivos” ao longo da brincadeira, tem um estímulo a mais. 

É claro que, em certo momento, a brincadeira começa a ter uma “queda de investimento” por parte da criança... E isso é uma informação para nós, mostrando que já é hora de “guardar tudo” e/ou incentivar uma nova atividade (caso não seja ainda a hora de dormir, de tomar banho ou de fazer outra coisa).

A criança pode, inclusive, ser convidada a ajudar a guardar o material/brinquedo que estava usando – isso, é claro, quando feito de “forma leve”, torna-se uma diversão a mais para o pequeno!

Vale lembrar, por fim, que o equilíbrio entre a criança brincar só e a criança brincar com os adultos é muito importante! Uma ação não exclui a outra! 

Afinal, são nos momentos de brincadeiras com nossos filhos que temos a oportunidade maior de reparar no desenvolvimento deles, além de permitir a aproximação, a intimidade, enfim, tudo que é tão essencial entre pais e filhos!

Por outro lado, também é importante que nós, adultos, consigamos seguir nossa rotina, exatamente enquanto permitimos que nosso(a) filho(a) continue sendo criança – isso é, brincando e conseguindo se divertir, liberar sua energia sem depender exclusivamente da participação de um adulto.