Sentir medo de não amar o segundo filho como o primeiro



Saber que está grávida é uma notícia maravilhosa, ainda mais quando a gente já é mãe de uma criança e sabe o quanto a maternidade nos proporciona alegrias, muito amor e aprendizados! Porém, é fato que tomar a decisão pela segunda gravidez pode nos trazer também algumas dúvidas e até medos.

Tenho lido vários relatos de mães que sentiram medo de não amarem o segundo filho da mesma forma como amam o primeiro. E percebi que também passei por isso, assim como acredito que muitas de vocês que estão lendo este artigo também passaram! 

Afinal, esse tipo de sentimento é mais comum do que possamos imaginar e tem certa “explicação”... Vou compartilhar o que pesquisei sobre o assunto com vocês!

A primeira gravidez, claro, é inesquecível, cheia de descobertas e muitas expectativas! E, muitas vezes, o amor que a mãe dedica ao primeiro filho é tão intenso que ela sente que não há nada mais importante no mundo do que aquela criança e que ela nunca seria capaz de sentir isso por outro ser novamente!

Mas, é fato que a maioria das mulheres, com medo de não ser compreendida, não assume isso, afinal, a ideia de se amar um filho (seja ele primeiro, segundo ou terceiro...) é tão natural que, expor uma dúvida neste sentido, parece um “grande absurdo” e pode gerar muitos “julgamentos”!

De forma geral, este tipo de sentimento aparece antes da segunda gravidez, quando se está pensando na possibilidade de engravidar. Para mim, pelo menos, foi assim. E é bom saber que ele vai perdendo “força” especialmente quando a notícia da segunda gravidez chega! 

Li alguns relatos de mãe que disseram que esse “medo” ainda existia no primeiro trimestre da gestação... Mas que ele foi perdendo “força” conforme o tempo passou e a segunda gravidez avançou bem... No segundo trimestre, por exemplo, geralmente a mulher e a família já começam a atribuir características ao bebê, já sabem o sexo dele, já definem ou pensam no nome que ele terá etc... E tudo isso, por mais simples que pareça, facilita muito o processo de aproximação com este novo filho e a construção deste “novo amor”.

Acredito, aliás, que a ideia seja exatamente esta: lembrar que o novo filho será “um novo amor”, e nunca a “divisão” de um sentimento ou algo que vai faltar ao filho mais velho.

De toda forma, meu “conselho” às mulheres que estão passando por isso é: compartilhe este sentimento sem medo de ser julgada por isso! Lembre-se que você não é a única, e falar sobre este “medo” é o melhor caminho... Não hesite em procurar ajuda profissional, se for o caso! Afinal, a gestação (independentemente de ser a primeira, segunda, terceira) mexe muito com a gente, e não devemos “acumular preocupações”, mas, sim, tentarmos vivá-la da melhor maneira! 

E você, teve alguma experiência neste sentido? Compartilhe conosco!