Picada de escorpião: um tema que merece muito nossa atenção


O assunto que trago à tona hoje é muito chato, mas, infelizmente, uma realidade. Quem é de Piracicaba provavelmente ficou sabendo da morte do menino Giovane, de 9 anos, após picada de escorpião, na semana passada. Coincidentemente, eu já estava preparando um texto sobre isto aqui para o blog – por ser algo que me preocupa muito –, e essa triste notícia só reforçou a necessidade de falarmos sobre o tema.

Giovane calçou um tênis onde estava o escorpião. Os pais o levaram para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Rezende, mas alegam que lá houve lentidão no encaminhamento da criança a um hospital. O quadro clínico foi se agravando e acabou sendo declarada a morte por falência múltipla de órgãos às 6h30 de sexta-feira.

Uma notícia como esta deve e nos preocupa muito! Nós, que temos filhos, sabemos que eles podem, em diversas situações, acabar tendo contado com um escorpião. Eu já pretendia abordar, antes desta tragédia, o assunto aqui no blog porque, na chácara da minha família, onde estamos frequentemente, achamos um escorpião recentemente.

Na ocasião, minha mãe colocou o escorpião, que era bem grande, dentro de um frasco de vidro para poder mostrar bem às crianças, explicando que, caso elas vissem um daqueles, não deveriam colocar a mão de jeito nenhum e deveriam chamar um adulto o quanto antes!

Isso porque as crianças brincam bastante ali na chácara, em tudo quanto é canto, na areia etc., e temos consciência de que o número de escorpiões aqui na cidade cresceu muito, por isso, temos que estar muito atentos e orientar nossos filhos!

De acordo com dados do Jornal de Piracicaba, através de notificação da Secretaria da Saúde de Piracicaba, 553 pessoas foram picadas por escorpiões na cidade entre 1º de janeiro e 27 de agosto. O número representa uma média de 2,3 vítimas por dia. Desde 2008, 3 crianças morreram após serem picadas por escorpião no município, com idades entre 1 e 9 anos.



Antídoto

Vale destacar que a Santa Casa de Piracicaba é o único hospital da região que faz o atendimento de pacientes vítimas de picadas de animais peçonhentos.

Por isso, em caso de picada, a orientação é levar o quanto antes a criança/pessoa diretamente para a Santa Casa! É importante ainda não passar nada na picada, apenas lavar com água e sabão e fazer compressas de gelo. Além disso, o escorpião deve ser “guardado”, ainda que morto, para ser apresentado no hospital para que o médico determine o antídoto correto para tal espécie.

A picada por escorpião costuma causar dor no local de início imediato e intensidade variável. Crianças podem ainda apresentar manifestações graves, como náuseas e vômitos, alteração da pressão sanguínea, agitação e falta de ar.


Enfim, todo cuidado é pouco, né? E vocês, como têm lidado com isso? Quais são suas dicas para evitar que um acidente como este aconteça com nossas crianças?