MÃE: Maior Amor que Existe!

Por Marina Torrezan*



Se for do tamanho do amor que temos por elas, já posso entender um pouco do que se trata o amor de uma mãe... 

Não vivi a experiência da maternidade, mas só com o coração de tia já posso imaginar o tamanho do sentimento que se cria e a dimensão disso na vida de uma mãe. 

Quando são bebês, há aquele sentimento de insegurança, afinal, tudo é novidade. Quando crianças a preocupação é com o exemplo e a construção do caráter. Já mais crescidinhos vem os dramas adolescentes....xiiii, essa fase é mesmo pra aborrecer qualquer coração de mãe! E depois a questão se vira para o lado profissional. Será que ele fez boa escolha? Até que eles, já adultos, formam suas famílias e então as preocupações acabam, certo? Negativo! 

Filhos são para o resto da vida. O amor construído nessa ligação não se esgota nem ao final dela... 

O mais engraçado é que eu, no papel de não mãe e ouvinte, recebo praticamente as mesmas histórias aqui no escritório: depois que meu filho nasceu eu esqueci de mim. Não me cuido. Não passo maquiagem, não me arrumo, não me reconheço. 

Gente, toda mudança gera um tempo para adaptação e durante esse processo de reviravoltas o que menos devemos nos preocupar é com o ônus proveniente dessas transformações. 

Você não deve se preocupar com as olheiras pelas noites mal dormidas. Você não precisa se desculpar por usar roupas confortáveis. Não há motivo para se achar fora de forma, afinal, você alimentava duas bocas, não é mesmo? 

O que você esqueceu é que toda essa ‘bagunça’ só aconteceu por que você se permitiu viver esse momento maravilhoso e que justamente isso te faz a mulher mais especial e linda que existe. Me diz se sua mãe não é a mulher mais incrível que já conheceu? Por maiores que tenham sido as dificuldades, os aprendizados e as cicatrizes são as certezas de que essas marcas carregam o sentimento mais puro e verdadeiro que existe... 

Ao invés de concentrar energias naquilo que te coloca pra baixo, por que não pensar em aproveitar cada momento mágico essa experiência? 

Uma olheira pode significar o zelo que tem pelo seu filho. As roupas confortáveis são para poder carrega-lo no colo com todo o carinho possível. O corpo carrega o peso do seu amor! 

Na vida, por vários períodos, passaremos por mudanças. Mais importante do que simplesmente aceitar é sentir cada momento dessa adaptação, extraindo dela o saldo positivo e tendo a certeza de que tudo isso é passageiro. As olheiras? Um dia somem. O corpo? Vai se reestabelecendo. As roupas? São só roupas. E só o que resta é o amor! E ele é recíproco, principalmente quando o amor próprio é o mais forte... 

É amando a gente mesmo que a gente consegue dar amor! O mundo e o seu filho agradecem!


* Marina Torrezan atua na área de Moda há mais de 14 anos. É graduada pela universidade Anhembi Morumbi em Negócios de moda, com especialização em Produção de Moda; graduada pela Unisal como Bacharel em moda; especializada em Consultoria de Imagem pela Dresscode Internacional e membro da AICI – Association of Image Consultants International.