Dia da Imunização: Dr. Falanghe destaca importância da vacinação para crianças e adultos




9 de junho é o Dia da Imunização. Data importantíssima que nos remete aos cuidados com nossas crianças, mas que deve também nos fazer lembrar da importância de nós – adultos – estarmos com a vacinação em dia!

Pensando nisso, fizemos uma entrevista com o Dr. Paulo Tadeu Falanghe, pediatra e diretor da CdVac (Centro de Vacinação) de Piracicaba, a fim de destacarmos a importância da vacinação em adultos e crianças! Confira:

- Qual a importância da vacinação em dia?

Dr. Paulo Tadeu Falanghe: A importância principal é a proteção contra a doença para a qual a vacina é elaborada.

As vacinas são substâncias derivadas de algum micro-organismo e que induzem uma resposta do sistema imunológico da pessoa que recebe a vacina, principalmente produção de anticorpos, que levam a uma proteção para aquela doença. A resposta do sistema imunológico é semelhante à causada por algumas doenças infecciosas que produzem imunidade.

As vacinas, além da água potável e dos antibióticos, são conquistas da humanidade e ajudam a controlar ou erradicar doenças que matavam grande quantidade de pessoas.

Várias doenças foram controladas com o uso da vacinação, pois ocorreu uma redução muito grande do número de casos.

É importante salientar que embora o maior número de vacinas esteja previsto para utilização na infância, existem muitas vacinas que devem ser utilizadas na vida adulta, cuja indicação vai depender da história vacinal do adulto (vacinas utilizadas na infância e adolescência), das doenças que o adulto teve durante sua vida, sua saúde e a situação epidemiológica local, além de vacinas indicadas em conformidade com a ocupação profissional das pessoas e também em casos de viajantes.

Algumas vacinas, como contra o tétano e a difteria, necessitam de reforço a cada 10 anos. Outras, contra tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); hepatite A e B; meningococo B e A,C,W,Y; influenza (gripe); HPV e pneumocócica podem e devem ser utilizadas no adulto como vacinação primária ou reforço.

Os adultos e principalmente os homens comparecem menos aos chamados para vacinação. Existem vários exemplos de baixas coberturas vacinais em campanhas dirigidas aos adultos. Isso ocorre pela impressão das pessoas de que vacina é coisa de criança e, na é verdade, não é. Alguns adultos, por sua condição de saúde ou exposição, precisam tanto de vacina quanto as crianças.

A vacinação pode e deve ser realizada durante todo o ano e também durante as campanhas. Existem várias fontes de informação sobre vacinas. O Ministério da Saúde disponibiliza o Calendário Vacinal do Programa Nacional de Imunização na sua página na internet (www.saude.gov.br), a Sociedade Brasileira de Imunização disponibiliza seus calendários vacinais, inclusive ocupacionais (www.sbim.org.br) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (www.sbp.com.br) também faz o mesmo.

A CdVac, centro de vacinas em Piracicaba, faz esta orientação, avaliando o calendário vacinal e ajustando necessidades, em conformidade com as Sociedades referidas acima.

- Algumas pessoas deixam de tomar vacinas com medos de possíveis reações. Quais são suas orientações neste sentido?


A pessoa sempre deve ter em mente que a opção de não tomar vacina expõe a mesma a estar sujeita a ter a doença que a protegeria no caso se recebesse a vacina. Existem doenças que a única prevenção existente é a vacina.

O indivíduo, adulto ou criança, para receber a vacina, deve estar em boas condições de saúde para receber a imunização. Na dúvida, o médico sempre deve ser consultado para a orientação mais adequada naquele momento.

Na verdade, são poucas as contraindicações para vacinas:

• Falsas contraindicações: resfriados, tosse, diarreia, jejum, uso de antibióticos, alergias, etc.

• Reais contraindicações: doenças febris agudas, reação anafilática a um dos componentes da vacina, raras doenças neurológicas.

• Algumas vacinas são contraindicadas para pacientes gestantes e imunodeprimidos.

- Quando pulamos o período de vacinação, como devemos proceder?

Normalmente a imunização vacinal para uma determinada vacina se completa com o esquema total de doses indicadas para ela, em conformidade com trabalhos na literatura médica, que evidenciam a melhor imunização para uma vacina específica. Há que se lembrar de que a não imunização completa expõe a pessoa, adulto ou criança, à doença para a qual a vacina estaria indicada.

Todas as situações em que ocorre falha ou lacuna no esquema de vacinação, devem ser analisados individualmente, avaliando qual a vacina, tempo que recebeu a última dose, idade atual da pessoa em relação à vacina que deixou de tomar e às indicações dos calendários vacinais.

Sobre CdVac

A Clínica de Vacinação (CdVac) é um moderno centro de imunização e vacinação fundado em 2016 com a missão de tornar acessível a prevenção de alta qualidade a qualquer pessoa.



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